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Manifestação contra aumento das passagens termina em confronto com a PM

Antes, manifestantes fecharam a praça Sete; corporação usou balas de borracha e bombas

Minas Gerais|Do R7

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Trânsito foi fechado na Afonso Pena
Trânsito foi fechado na Afonso Pena
Cerca de 300 pessoas se concentraram no centro
Cerca de 300 pessoas se concentraram no centro

Cerca de 300 pessoas participaram de um protesto na noite desta quarta-feira (12) contra o aumento das passagens de ônibus em Belo Horizonte. O grupo fechou o trânsito na praça Sete, principal cruzamento da cidade. No final do ato, houve confusão e tiros de bala de borracha e bombas de gás foram disparados.

De acordo com a BHTrans, os manifestantes fecharam primeiro a avenida Afonso Pena com rua Rio de Janeiro, no fim da tarde, no sentido Mangabeiras. Em seguida, deram a volta na avenida Amazonas e se concentraram no obelisco. O tráfego nas duas vias ficou impedido, causando lentidão no centro.


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Em seguida, os participantes seguiram para a rua da Bahia. Perto da praça Afonso Arinos, na esquina com a avenida Augusto de Lima, houve confronto com a Polícia Militar. Não há informações sobre feridos ou presos. Pelo menos uma pessoa, um repórter fotográfico do jornal O Tempo, foi atingida por uma bala de borracha.

A PM informou que irá se manifestar sobre a tensão causada durante o protesto apenas em entrevista coletiva, na noite desta quarta.


Defensoria tenta suspender

Nesta quarta, a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais anunciou que entrou com nova ação civil pública para tentar suspender o aumento das passagens. O órgão pede nova liminar que reverta o reajuste, colocado em prática desde o último sábado (8). As tarifas passaram de R$ 3,10 para R$ 3.40.


A defensora Especializada em Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais, Júnia Roman Carvalho ainda dará outras informações sobre o recurso e aguarda agora o julgamento. O pedido foi protolado na última terça-feira (11), por volta de 20h.

Na última sexta-feira (7), a Justiça derrubou a liminar que havia suspendido o aumento da tarifa na capital mineira. De acordo com o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o desembargador Barros Levenhagen, da 5ª Câmara Cível, aceitou o recurso da prefeitura da e desconstituiu a decisão tomada em primeira instância que proibia a elevação dos preços.

O reajuste é o segundo feito em sete meses e foi anunciado no dia 31 de julho. Logo em seguida, no entanto, o juiz da 4ª Vara de Fazenda Municipal, Rinaldo Kennedy Silva, acolheu embargos de declaração de uma ação cautelar proposta pela Defensoria Pública para suspender o aumento. Ele determinou que não deveria haver qualquer revisão da tarifa nos próximos 180 dias - até janeiro de 2016 - por considerar que os estudos apresentados pelas empresas eram insuficientes.

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