Logo R7.com
RecordPlus

PM diz que pode "usar força" se manifestantes não deixarem faixa de trânsito livre

Novo ato contra aumento das passagens será realizado nesta sexta-feira (13), em BH

Minas Gerais|Do R7

  • Google News
Segundo comandante, uso da força no protesto de quarta-feira (12) foi "totalmente necessário"
Segundo comandante, uso da força no protesto de quarta-feira (12) foi "totalmente necessário"

O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Belo Horizonte, tenente-coronel Gianfranco Caiafa explicou que pretende negociar com os manifestantes para que uma faixa de trânsito seja mantida livre durante o ato programado para o final da tarde desta sexta-feira (14) contra o aumento das passagens. Caso o acordo não seja respeitado, o militar admitiu que poderá recorrer às balas de borracha e bombas de efeito moral da mesma forma como ocorreu no protesto da última quarta-feira (12), que terminou com 61 pessoas detidas e dez feridos.

O comandante ressaltou que "se receber ordem para desobstruir a via, viu usar a força".


— A nossa estratégia não muda. Vamos pedir para deixar uma faixa para o trânsito fluir, é só isso que a gente quer. É um pedido bem razoável. Se não deixarem essa faixa, vamos negociar. Se eu receber ordem para desobstruir, eu vou usar força, vou desobstruir normalmente.

Leia mais notícias de Minas Gerais no Portal R7


Experimente grátis: todos os programas da Record na íntegra no R7 Play

Secretaria de Direitos Humanos vai ouvir manifestantes presos em BH


O ato de quarta-feira (12) começou pacífico, por volta de 18h, na av. Afonso Pena, em direção à praça Sete, no centro da cidade. No entanto, perto da praça Afonso Arinos, na esquina com a avenida Augusto de Lima, houve confronto. Parte dos participantes tentaram se refugiar em um hotel localizado na rua da Bahia, entre a avenida Augusto de Lima e Afonso Pena e acabaram cercados e dete detidos sob a acusação de dano contra o patrimônio. De acordo com Caiafa, a direção do hotel pediu apoio policial e foi necessário reagir contra o grupo que impedia a saída dos presos.

— O que é violência para eles, não é para nós. Para gente, é força legal. Eles estavam dificultando a gente a sair com os detidos e precisamos usar a força. As pessoas ficam horrorizadas, mas se não tiver jeito, a força tem que ser usada, foi totalmente necessário. A gente não queria, tentamos negociar o tempo todo, mas não tinha outra saída.


Ainda segundo ele, o disparo de balas de borracha começou em resposta às pedras que teriam sido arremessadas pelos manifestantes em direção aos policiais. 

— A gente também respira o gás de pimenta, não temos prazer nenhum em usar a força.

Nenhum representante do hotel foi encontrado para comentar o caso.

Tarifa Zero espera ato maior

Segundo a integrante do movimento Tarifa Zero BH, Letícia Domingues, de 22 anos, o novo protesto programado para esta sexta-feira (14) deverá ser maior.

— A gente vai seguir nas ruas e mostrar que a tática de repressão não pode ser usada na luta pelos nossos direitos.

Ainda conforme a estudante de Direito, o movimento orientou todos aqueles que se sentiram lesados pela Polícia Militar durante a manifestação a procurarem o Ministério Público e a Defensoria Pública dos Direitos Humanos. Questionada sobre as pedras que teriam sido arremessadas contra a corporação, ela informou que ainda não houve qualquer confirmação sobre o fato.

— Mesmo que tenha tido, uma pedra não é proporcional à força que os policiais utilizaram, que deixou tantos feridos.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.