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Manifestantes e polícia entram em confronto durante ocupação da Urbel

Cerca de 30 pessoas conseguiram entrar na sede da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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Polícia usou bombas contra os manifestantes
Polícia usou bombas contra os manifestantes

A invasão ao prédio da Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte) nesta quarta-feira (2) terminou em confusão envolvendo a Polícia Militar e moradores de ocupações urbanas da capital. Uma pessoa foi presa.

Cerca de 30 pessoas conseguiram subir e estão na sacada do edifício, que fica na Savassi, região centro-sul de BH. No fim da tarde, a tropa de choque da polícia foi acionada e houve confronto com os manifestantes. Os militares usaram bombas de efeito moral no local.


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Desde a manhã desta quarta, moradores de 12 ocupações protestam em vários pontos da capital mineira. Além da Urbel, atos foram feitos na porta da prefeitura, no centro, e em frente ao prédio da AGE (Advocacia Geral do Estado).


Conforme o integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Leonardo Péricles, os moradores reivindicam a ligação de água, luz e rede de esgoto, além da titulação das ocupações urbanas de Belo Horizonte.

— Tem mais de um ano que a prefeitura se comprometeu a urbanizar as ocupações, mas até agora nada foi feito.


Ainda segundo Péricles, as famílias pedem a conclusão das obras do Hospital do Barreiro e querem o fim dos despejos na capital mineira e a criação de uma política habitacional no município.

— Desde 2009, a prefeitura construiu apenas 1.490 apartamentos enquanto o déficit habitacional é de mais de 100 mil famílias em Belo Horizonte.


Ele afirmou ainda que os moradores permanecerão acampados nos órgãos públicos até que seja agendada uma reunião com o prefeito de BH Marcio Lacerda e com o governador de Minas Alberto Pinto Coelho.

De acordo com a PBH, até o momento nenhum pedido de reunião com o prefeito foi formalizado. Além disso, a prefeitura e a Urbel informaram que a instalação de rede elétrica, água e esgoto nas ocupações não é de responsabilidade dos órgãos.

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