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Mineradora entrega plano para contenção de barragens em perigo

DNPM e Secretaria de Estado de Meio Ambiente exigiram apresentação de documento

Minas Gerais|Do R7

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Barragem B3 estava em perigo, segundo DNPM
Barragem B3 estava em perigo, segundo DNPM

​A mineradora Herculano, responsável pela barragem que rompeu matando duas pessoas na última quarta-feira (10), entregou o plano para contenção das outras três estruturas de Itabirito, na região central de Minas Gerais, nesta terça-feira (16). O plano prevê ainda ações para o local onde ficava o dique que desabou. A elaboração do documento era uma exigência do Departamento Nacional de Produção Mineral e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

De acordo com a assessoria da empresa, desde a última sexta-feira (12) são realizados esforços para evitar o rompimento da barragem B3, que está em perigo, segundo avaliação do Departamento Nacional de Produção Mineral. O reforço é feito com com blocos de rocha e itabirito friável. Estes trabalhos devem ser finalizados nesta semana. A barragem B2 também deverá ser restaurada e recuperada para evitar carreamento de sedimentos para a B3.

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No prazo de 90 dias, a mineradora deverá apresentar ainda ao DNPM um plano de ações emergenciais para todas as quatro barragens que administra em Itabirito.

Investigações

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As causas do acidente serão respondidos após conclusão do relatório técnico de auditoria do empreendimento feita pelo DNPM, com previsão de conclusão em aproximadamente 90 dias.

A perícia da Polícia Civil esteve na barragem nesta segunda-feira (15). A delegada Melina Clemente já ouviu quatro pessoas nesta segunda-feira (15); a engenheira da mineradora, uma vítima sobrevivente e duas testemunhas. O prazo para que o laudo com o resultado da investigação seja emitido é dia 11 de outubro.

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O Ministério Público de Minas Gerais também está apurando o caso.

Buscas por desaparecido

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De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas pelo operador de máquinas Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, continuam no local com a ajuda de dois cães farejadores. Os trabalhos são realizados por cerca de 20 militares apenas durante o dia.

Entre as vítimas estão ainda o topógrafo Reinaldo da Costa Melo, de 68 anos, e o operário Cristiano Fernandes Silva, de 32, que morreram soterrados.

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