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Motorista que matou casal testando turbo pode pagar R$ 40 mil de fiança

Justiça concedeu liberdade provisória para José Almério de Amorim Neto

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Suspeito terá a carteira de direção suspensa
Suspeito terá a carteira de direção suspensa

A Justiça determinou a soltura do motorista que matou duas pessoas enquanto testava o turbo do carro na avenida Américo Vespúcio, na região noroeste de Belo Horizonte. José Almério de Amorim Neto, de 35 anos, precisa pagar 50 salários mínimos (R$ 39.400), terá a carteira de habilitação suspensa enquanto responde ao processo e não poderá sair de BH sem comunicar à Justiça.

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Motorista que matou casal em acidente disputava corridas de arrancada


A decisão foi assinada nesta terça-feira (11) pelo juiz auxiliar do 1º Tribunal do Júri de BH Silvemar José Henriques Salgado. O magistrado considerou que o teste do bafômetro deu negativo e, apesar de lembrar que o motorista "tenha perdido a direção de seu automóvel e invadido a pista contrária, colidindo com o veículo Fiat Pálio, gerando a morte de duas pessoas", e que há "indícios de que o autuado, conduzindo veículo contendo sistema de turbo compressor instalado no motor imprimia, a princípio, velocidade incompatível para aquela via", decidiu pela soltura.

Salgado explicou na decisão que, apesar da gravidade do crime (que ainda será julgado), a lei autoriza a concessão da liberdade provisória quando não há risco para a ordem pública ou ao andamento do processo.


O juiz admite que a repercussão do caso "causou grande indignação, clamor público e comoção social", mas que estas razões não são motivo para se manter a prisão do suspeito.

Um casal dirigia pela avenida Américo Vespúcio quando foi surpreendido pelo carro de Almério descontrolado e em alta velocidade. Ele havia perdido o controle ao testar o equipamento que dá potência ao motor e atravessou a pista contrária. Com o impacto, o carro das vítimas teve a parte superior arrancada. Kátia Aisten de Assis, de 27 anos, e o marido, Paulo Guilherme Medeiros Meireles, de 29, deixaram uma menina de quatro anos e um menino de nove. A irmã da vítima, Karen de Assis, revoltada com a morte trágica, pediu para que o crime não fique impune: 

— A gente espera que seja feita a Justiça. Que ele continue preso e pague pelo crime que cometeu.

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