"Não tinha intenção de fazer isso não", diz motorista que matou casal em acidente em BH
José Almério de Amorim Neto, de 35 anos, testava um equipamento de turbo no carro
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

O motorista preso na última segunda-feira (4) por provocar um acidente com duas mortes na avenida Américo Vespúcio, em Belo Horizonte, disse que não tinha nenhuma intenção de provocar a tragédia.
— Não tinha intenção de fazer isso não, gente. Nunca na minha vida (me envolvi em um acidente). Minha carteira nem ponto tem, nunca tomei uma multa.
José Almério de Amorim Neto, de 35 anos, dirigia em alta velocidade pela avenida quando perdeu o controle da direção, invadiu a contramão e bateu no Palio ocupado pelo casal, provocando a morte dos dois.
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De acordo com a PM (Polícia Militar), Amorim testava um equipamento de turbo instalado no veículo. No entanto, esse tipo de aparelho só pode ser utilizado após aprovado pelo Inmetro e também pelo Detran (Departamento de Trânsito de Minas Gerais). Ele também participava de corridas de arrancada e seu nome consta em diversas competições, cujos resultados são divulgados na internet.
Além disso, segundo a delegada Rosângela Tulher, testemunhas relataram que ele diriga bem acima da velocidade máxima permitida na região, o que pode ter contribuído para o acidente.
— Testemunhas disseram que ele estaria aparentemente a 170 km/h.
Amorim foi preso em flagrante e já foi levado ao presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele deve ser indiciado por homicídio com dolo eventual, ou seja, quando o autor assume o risco de matar.
Enterro
Os corpos de Kátia Aisten de Assis, de 27 anos, e do marido, Paulo Guilherme Medeiros Meireles, de 29, foram enterrados na manhã desta quarta-feira (5), no Cemitério José Brandão, em Caeté, também na Grande BH.
Eles tinham dois filhos, um menina de quatro e um menino de nove anos, e a família do casal está revoltada com a morte trágica. Segundo a irmã de Kátia, Karen de Assis, eles esperam Justiça.
— A gente espera que seja feita a Justiça e que ele continue preso e que ele pague pelo crime que cometeu.














