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Ataque a policiais na Rocinha amplia onda de violência em favelas com UPP

Na noite de sábado (1º), houve confronto na localidade conhecida como Máscara

Rio de Janeiro|Do R7

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Na Rocinha, quatro tiroteios assustaram moradores em uma semana
Na Rocinha, quatro tiroteios assustaram moradores em uma semana

Em uma semana houve pelo menos oito ataques de traficantes em comunidades ocupadas pela força de polícia pacificadora no Rio. O caso mais recente aconteceu na noite de sábado (1º), na Rocinha, zona sul da cidade, quando PMs e traficantes entraram em confronto na localidade conhecida como Máscara.

Os bandidos conseguiram fugir. O policiamento foi reforçado e buscas foram feitas, sem sucesso. Também na Rocinha, outros três confrontos entre policiais e criminosos provocaram pânico nesta semana. Uma bala perdida matou o morador Edilson Rodrigues Cardoso, de 33 anos.


Na sexta-feira (31), dois casos assustaram moradores de comunidades da zona norte do Rio. No episódio mais grave, um policial da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Andaraí levou um tiro na barriga durante um ataque de traficantes. Ele foi hospitalizado, passou por operação e, até a noite de sábado, o quadro de saúde era considerado estável.

No Complexo do Alemão também houve ataque. Dois coquetéis molotov foram lançados no terreno ocupado pela UPP e pela recém-inaugurada delegacia. Segundo as investigações, o traficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, seria o responsável por planejar a ofensiva. Ele era o chefe da venda de drogas no Alemão antes da pacificação e está foragido. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece R$ 5 mil por pistas que levem à captura.


A reportagem do Jornal da Record conversou com um policial de uma UPP sobre a onda de violência em comunidades pacificadas. Ele afirmou que, em algumas delas, os traficantes sentem mais tranquilidade do que antes da pacificação.

— Em algumas comunidades, estão com menos força, mas continuam com força. Em outras estão com mais força do que era antigamente. Porque eles têm uma liberdade, já que sabem que facção nenhuma vai invadir. Porque o policial é segurança de vagabundo.


O especialista em violência urbana Milton Correa da Costa diz que os traficantes buscam instalar o medo nas favelas. Ele acredita que uma possível solução seja o governo reforçar os projetos sociais.

— Ele [traficante] quer desacreditar o projeto UPP e mostrar aos moradores da comunidade que eles ainda têm grande influência.

Assista ao vídeo:

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