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Justiça manda prender e aceita denúncia contra PMs que perseguiram carro de jovem morta em Nilópolis

Haíssa morreu após ser atingida por um tiro de fuzil nas costas disparado por um PM

Rio de Janeiro|Do R7

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Os dois perseguiram o carro em que estava a jovem Haíssa Vargas Mota
Os dois perseguiram o carro em que estava a jovem Haíssa Vargas Mota

A Justiça do Rio aceitou nesta quarta-feira (14) a denúncia do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra os policiais militares Márcio José Watterlor Alves e Delviro Moreira Ferreira. Também foi decretada a prisão preventiva dos PMs. Eles são acusados de homicídio duplamente qualificado.

Na decisão, o juiz Glauber Bitencourt afirmou que a prisão preventiva é para assegurar a segurança das testemunhas do caso e que somente a prisão "poderá afastar qualquer temor por parte das testemunhas" do caso.


Os dois perseguiram o carro em que estava a jovem Haíssa Vargas Mota, no dia 2 de agosto de 2014, em Nilópolis, na Baixada Fluminense. A jovem morreu após ser atingida por um tiro de fuzil nas costas disparado por Alves.

O (MPRJ) Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou Alves e Ferreira nesta terça-feira (13), por meio da 9ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal junto à 3ª Central de Inquéritos. 


No sábado (10), a revista Veja divulgou o vídeo feito pela câmera da viatura dos policiais. O caso aconteceu por volta das 6h. Quando o veículo passa pelo carro do grupo, um dos agentes aponta o veículo como suspeito.

— Aí, quatro moleques agora aqui, estranhão. Um carro daquele branco, HB20. Quatro cabeças, moleque de boné e tudo.


Os agentes começam a perseguir o carro por volta das 6h03. Eles acionam a sirene, mas o grupo segue pela via. Segundos depois, o PM no banco do carona, o soldado Márcio, começa a atirar em direção ao carro e grita para parar.

Segundo a denúncia, o motorista do carro, o policial Delviro contribuiu para o crime porque dirigia o veículo durante a perseguição. Na denúncia, o MPRJ pede que os policiais militares sejam suspensos de do exercício da função pública e também percam o direito ao porte de arma .

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