Sangue encontrado em carro da PM não é de Amarildo, diz polícia
Exame da Polícia Civil confrontou amostras com sangue dos filhos do pedreiro
Rio de Janeiro|Do R7

A Polícia Civil comprovou que o sangue encontrado em uma viatura da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha não era do pedreiro Amarildo Dias, de 47 anos, desaparecido há mais de duas semanas, quando foi abordado por policiais militares durante operação na comunidade da zona sul. Na quarta-feira (1º), peritos do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) confrontaram o material genético com amostras de sangue do filho mais velho de Amarildo, Anderson Gomes, 21 anos, e a filha mais nova, Ana Beatriz, de 13.
Também na quarta, o caso foi transferido da Delegacia da Gávea (15ª) para a Divisão de Homicídios. Após diligências na Rocinha, a Polícia Civil levantou a hipótese de que o corpo de Amarildo pode ter sido jogado em uma caçamba de lixo e deixado a comunidade dentro de um caminhão da Comlurb.
Em auxílio à polícia, a Coordenadoria de Direitos Humanos do Ministério Público também passou a investigar o caso. O promotor responsável defende o afastamento do comandante da UPP da Rocinha enquanto o crime não for esclarecido.
Há cerca de dez dias, a Polícia Militar tirou das ruas quatro PMs da UPP da Rocinha supostamente envolvidos no caso. Segundo a PM, enquanto o inquérito estiver em curso, os agentes afastados farão serviços administrativos na Coordenadoria de Polícia Pacificadora.
O caso tem sido tema de protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Manifestantes cobram explicações também na internet, transformando a pergunta "Onde está o Amarildo?" em um viral.















