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Serial killer da baixada: “Se eu sair daqui 10, 15 ou 20 anos, vou fazer a mesma coisa”

Sailson José das Graças afirma não se arrepender de ter matado mais de 40 pessoas

Rio de Janeiro|Do R7

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"Não volto atrás, não tenho arrependimento. Se eu sair daqui dez, 15 ou 20 anos vou fazer a mesma coisa", disse suspeito após prisão
"Não volto atrás, não tenho arrependimento. Se eu sair daqui dez, 15 ou 20 anos vou fazer a mesma coisa", disse suspeito após prisão

O homem que confessou ter matado 43 pessoas na Baixada Fluminense disse na DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), após ser preso na quarta-feira (10), que, além de não se arrepender dos assassinatos, voltará a matar assim que cumprir sua pena.

— Não volto atrás, não tenho arrependimento. Se eu sair daqui dez, 15 ou 20 anos, vou fazer a mesma coisa.


Até a tarde de quinta-feira (11), a polícia havia identificado ao menos sete vítimas de Sailson José das Graças, suspeito de matar 43 pessoas ao longo de nove anos — 39 mulheres, três homens e uma criança.

A partir do depoimento de Sailson, a polícia confirmou as vítimas ao comparar os registros dos crimes aos detalhes descritos pelo suspeito. Ele continua, nesta sexta-feira (12), a prestar depoimento à polícia para que novas vítimas sejam identificadas.


Das vítimas já reconhecidas, quatro foram mortas por encomenda (três homens e uma mulher), duas mulheres (reconhecidas por fotos) e uma criança de dois anos. O titular afirmou que vai buscar inquéritos em outras unidades da região para identificar outras vítimas de Sailson.

O serial killer foi preso em flagrante após a morte de uma mulher em Nova Iguaçu. Em depoimento à polícia, o suspeito disse que matava mulheres por prazer, mas também por encomenda. Ele afirmou que gostava de matar e que estudava as vítimas antes de cometer os crimes.


— Vinha um desejo mais forte... Eu gostava. Tipo um vício. Gostava quando gritava, debatia, me arranhava.

Sailson confessou a morte de ao menos 38 mulheres e uma criança, mas estaria envolvido no assassinato de outros quatro homens. De acordo com o delegado Pedro Medina, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), ele teria preferências por mulheres brancas e evitava magras e negras, já que lembravam as mulheres de sua família. O suspeito ainda teria dito que gostava de matar mulheres asfixiadas para vê-las morrendo de olhos abertos.


Quando o assassinato era encomendado, Sailson utilizava facas para matar. Junto com Sailson, outras duas pessoas foram presas acusadas de matar Fátima Miranda, em Nova Iguaçu, um dia antes. Cleusa Balbina e José Messias foram levados com Sailson para a especializada onde prestaram depoimentos com informações contraditórias.

Segundo a polícia, Sailson disse que a morte de Fátima teria sido encomendada por Cleusa após uma briga. Os três suspeitos moravam juntos.

Sem arrependimentos

Segundo o delegado Pedro Medina, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), durante o depoimento, Sailson José detalhou a morte de uma criança. O suspeito disse que a morte dela não estava planejada, mas como a criança começou a gritar enquanto a mãe era assassinada, ele resolveu matá-la também.

— Ele sempre busca se furtar da responsabilidade do crime, e isso também era uma forma de obter prazer. Tanto que ele se vangloria e disse: 'Eu tento sempre cometer o crime perfeito'.

De acordo com Medina, o homem disse que a morte da criança é a única da qual ele se arrepende. O delegado Luís Otávio, também da DHBF, falou sobre o depoimento de Sailson e destacou a frieza do suspeito.

— Ele contou tudo para a gente de uma forma tranquila, não demonstrou remorso. O que mais chamou atenção foi a frieza do autor.

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