Três policiais militares e um civil são mortos no Rio em dois dias

Já são 97 policiais militares mortos no RJ somente em 2017

Elisangela foi morta durante uma tentativa de assalto em Coelho Neto
Elisangela foi morta durante uma tentativa de assalto em Coelho Neto Reprodução / Facebook

Já somam 97 policiais militares mortos no Estado do Rio de Janeiro somente neste ano. Entre sexta-feira (11) e sábado (12), três PMs foram assassinados, além de um policial civil.

A mais recente vítima é o soldado Vaine Luiz dos Santos Ferreira, de 33 anos, morto na tarde de hoje dentro de casa, em Olinda, bairro de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Uma briga familiar pela propriedade de um terreno é a principal suspeita.

Segundo a Polícia Civil, o PM foi baleado com sete tiros pelas costas, supostamente disparados pelo próprio cunhado, o guarda municipal Marcelo de Moura Maciel.

Um filho do PM, que é afilhado de Maciel, presenciou o crime, afirma a polícia. O guarda municipal teria fugido em seguida. Ele e o cunhado discutiam qual deles era dono de um terreno em Nilópolis.

O caso foi registrado na 57ª DP (Nilópolis), mas será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Até as 18h30 deste sábado, a reportagem não havia localizado representantes de Maciel para se manifestar sobre a acusação.

Crimes de sexta

Já na noite de sexta-feira, dois agentes foram mortos na zona norte da capital fluminense. Em Coelho Neto, a cabo Elisangela Bessa foi abordada por criminosos quando voltava para casa na avenida Automóvel Clube. Na avenida 24 de maio, o soldado Samir da Silva Oliveira fazia uma patrulha no local quando foi atingido por disparos de criminosos.

Segundo a Polícia, das 97 mortes de agentes no Estado, 56 deles estavam de folga, assim como a Elisangela e Vaine. De acordo com as informações da PM, ela teria se negado a dar sua aliança de ouro aos criminosos, que teriam reagido atirando contra a sua cabeça. Os familiares da cabo alegam que ela teria sido executada, já que teria sido identificada pelos assaltantes, que encontraram em sua bolsa a sua identidade funcional da Polícia Militar.

Já Samir entrou para os 21 policiais que morreram durante o serviço. O soldado realizava uma patrulha na região do Méier, quando foi abordar um carro suspeito. No momento em que o policial se aproximou do veículo, os criminosos teriam disparado contra ele. Houve confronto e perseguição. O PM foi encaminhado para o Hospital Salgado Filho ainda com vida, mas não resistiu. Na manhã deste sábado (12), três homens suspeitos de ter participado de sua morte foram presos.

Entre eles está Hélio Alves de Souza, apontado como um dos líderes do tráfico de drogas na comunidade Cachoeira Grande, no Complexo do Lins. Hélio estava com uma pistola e o carro utilizado pelos criminosos na perseguição que resultou na morte de Samir.  Outros dois rapazes foram detidos e com eles foi apreendido uma réplica de metralhadora. O caso foi registrado na Divisão de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Policial Civil morre durante operação

Um inspetor da Polícia Civil, Bruno Guimarães Buhler, foi morto nesta sexta-feira (11) durante uma operação na comunidade do Jacaré, zona norte do Rio. O policial foi atingido por um disparo no pescoço e foi encaminhado para o Hospital de Bonsucesso, mas não resistiu aos ferimentos. Bruno será enterrado neste domingo no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio.