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Água acaba e racionamento é ampliado em Itu (SP)

Mananciais que abastecem a cidade estão com menos de 10% do nível normal e um deles já secou

São Paulo|Do R7

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Os bairros mais populosos de Itu, na zona sul da cidade do interior paulista, só vão receber água em um a cada dois dias. O racionamento, adotado na semana passada, foi ampliado nesta segunda-feira (10), após a constatação de que a cidade, de 155.611 habitantes, corre o risco de colapso total no abastecimento. Os bairros da região do Pirapitingui passam a receber água em dias alternados, das 17h às 6h. Nas demais áreas, o abastecimento continuará racionado, com a suspensão do fornecimento das 20h às 4h.

De acordo com a empresa Águas de Itu, responsável pelo serviço, os mananciais que abastecem a cidade estão com menos de 10% do nível normal e um deles já secou. Ainda segundo a empresa, o racionamento adotado na última quarta-feira não resultou em redução no consumo, exigindo medidas mais drásticas nas áreas críticas. Toda água produzida no sistema de abastecimento público está sendo consumida e não é suficiente. De acordo com a empresa, não há previsão de bônus ou compensação nas contas de água, já que a tarifa leva em conta a quantidade de água realmente consumida pelo usuário.


Sem rodízio

Em Sorocaba, bairros das regiões mais altas continuam sem água. No bairro do Éden, zona norte, a água chegou suja às torneiras. Moradores postaram fotos em que o líquido tem cor marrom. O SAEE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) informou que a cidade não enfrenta falta de água, mas problemas com a distribuição, por isso não foi adotado o racionamento.


— Temos água bruta e água tratada suficientes. O nosso problema é justamente na distribuição, pois não estamos conseguindo acompanhar a velocidade do consumo.

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Segundo a nota, há água tratada em abundância, mas o sistema de bombas da principal estação de tratamento da cidade não dá conta de manter abastecidos os 25 centros de distribuição. Quando o nível desses reservatórios cai, as bombas desligam automaticamente e só são religadas quando a água volta a cobrir as bombas. Duas obras que poderão resolver o problema — a troca e ampliação no sistema de bombeamento e a construção de anéis de distribuição — só ficam prontas no final de março.

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