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Alckmin e Haddad descartam redução de tarifas

Prefeito também disse que repudia a violência, seja ela de manifestantes ou da Polícia Militar 

São Paulo|Do R7

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FELIPE PAIVA/ESTADÃO CONTEÚDO

Na volta de Paris, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), voltaram a descartar a possibilidade de reduzir a tarifa de ônibus, trens e metrô (R$ 3,20). Haddad passou o dia em reuniões dentro do gabinete, no Edifício Matarazzo, no centro, de onde pôde observar o início dos protestos do Movimento Passe Livre. À noite, ele afirmou que não há nenhuma possibilidade de reverter o aumento da tarifa e que o MPL (Movimento Passe Livre) recusou o diálogo. Haddad também disse que repudia a violência, seja ela de manifestantes ou da Polícia Militar (PM).

O prefeito de São Paulo chegou à prefeitura perto do horário do almoço e teve reunião de quase uma hora com o secretário de Direitos Humanos, Rogério Sottili. Eles conversaram sobre os excessos dos manifestantes e avaliaram que o movimento perdeu a legitimidade por causa da depredação de ônibus e estações do metrô. Em seguida, Haddad recebeu o secretário de Coordenação de Subprefeituras, Francisco Macena. No restante do dia, Haddad teve "despachos internos", segundo sua assessoria de imprensa.

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Em nota divulgada no site da prefeitura, Haddad disse que alguns "grupos minoritários" tornaram os protestos violentos.

"Depois de um certo momento, quando a manifestação começou a dispersar, alguns grupos muito minoritários, inconformados com o ambiente de liberdade, passaram a provocar e a depredar. Isso não é compatível com a vida democrática. Não é liberdade de expressão. Trata-se de outra coisa, trata-se de violência gratuita", comentou o prefeito na nota. "Só este ano, o reajuste de salário de motoristas e cobradores foi de 10%. Fora os anos anteriores, em que a tarifa permaneceu congelada", acrescentou Haddad.

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O prefeito afirma que o único sinal que ainda pode dar para o movimento é cumprir os compromissos de campanha, de implementar o bilhete único mensal, criar corredores de ônibus e manter o reajuste das passagens abaixo da inflação.

— Houve uma campanha eleitoral e ninguém se manifestou (sobre a tarifa zero). Sempre expressei minha opinião sobre assunto, me comprometi com reajuste abaixo da inflação.

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Haddad reafirmou que considera "legítima toda e qualquer forma de manifestação e expressão".

— São Paulo é o berço das manifestações. O que São Paulo não aceita é a violência. De qualquer parte.

Estado

Alckmin, por sua vez, manteve agenda em Santos, para comemorar os 250 anos de nascimento de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o patriarca da Independência do Brasil. Ele também descartou a redução da tarifa e voltou a destacar que quem destruir patrimônio público "será punido."

(Colaborou Zuleide de Barros, especial para a AE).

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