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Após ano de torneira seca, Santo André pode enfrentar rodízio de água no verão

Moradores receberam carta indicando a medida como única forma de amenizar impacto da crise

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

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Semasa responsabilizou a Sabesp por redução no envio de água
Semasa responsabilizou a Sabesp por redução no envio de água

Desde outubro deste ano, moradores de Santo André, no ABC Paulista, começaram a receber um comunicado junto com suas contas de água. Enviada pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), a carta alerta para a possibilidade da implantação de rodízio de água no verão.

Segundo Nathalia Genoveza, 24 anos, autônoma e moradora de Santo André, os problemas de abastecimento começaram no início do ano, mas é a primeira vez que há um comunicado sobre o assunto.


— Todo dia falta água e quando vem é de madrugada. A gente está tendo que fazer serviços domésticos de madrugada.

A jovem conta que todos os dias as torneiras ficam secas.


— Só vem a pressão, mas não vem água. Temos que fechar o registro porque o relógio continua rodando.

De acordo com o Semasa, desde julho a empresa tem alertado sobre os problemas de abastecimento na cidade e falado sobre a possibilidade de implantar um rodízio. Além disso, desde 2013 faz campanhas com outdoor, faixas e placas para conscientizar a população sobre a crise de água, mas confirma que esse foi o primeiro comunicado enviado para os moradores. 


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Na carta, a empresa destaca que São Paulo passa por uma grave crise hídrica e informa que a Sabesp é responsável pelo envio de 95% da água consumida em Santo André e que acordou a redução na vazão enviada ao município — que passou a receber em média 1.750 litros por segundo desde julho de 2015. No entanto, ainda segundo a empresa, "para atender a demanda diária de Santo André seriam necessários pelo menor 2.000 litros por segundo".

O Semasa destaca, ainda, que nos horários de maior consumo de água (das 6h às 8h; das 11h às 13h e das 18h às 20h) e em dias quentes, "quando as pessoas consomem ainda mais, a Sabesp envia menos água para atender Santo André. Por isso, o Semasa entende que a única forma de amenizar o impacto de falta d´água na cidade será adotar o rodízio no verão".

Nathália confirma que há cortes de água durante a manhã e à tarde e conta que a família tem estocado o recurso.

— Estamos estocando água quando vem, estocamos também água da chuva e reutilizamos água da máquina de lavar para limpeza do quintal. 

Ainda segundo o Semasa, o comunicado enviado aos moradores tem o objetivo de "explicar aos munícipes o motivo das intermitências no abastecimento de algumas regiões e horários específicos". Além disso, quer "ampliar as informações sobre o abastecimento na cidade". Apesar do alerta de rodízio, a empresa informa que ainda não há definição sobre o assunto nem sobre o possível formato e data em que a medida por entrar em vigor. 

Em nota, a Sabesp informou que "a redução na quantidade de água para Santo André foi tratada em comum acordo com o Semasa e tem o objetivo de equalizar a economia entre todos os municípios da Grande São Paulo. Enquanto o Semasa anuncia uma redução de 26% no gasto de água, a economia obtida pelos clientes nos municípios da RMSP [Região Metropolitana de São Paulo] operados pela Sabesp é de aproximadamente 30%. A companhia garante o envio mínimo diário de 1.750 litros por segundo ao município desde o dia 1º de julho de 2015. A Sabesp adotou medidas como o bônus e campanhas de conscientização para redução de consumo. Cabe ao Semasa providenciar formas mais eficientes de administrar a distribuição da água localmente".

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