Após derrota brasileira, PM usa bombas e gás contra jovens na Vila Madalena
Argentinos e brasileiros se envolveram em brigas e confusões em ruas da região
São Paulo|Do R7
A Polícia Militar usou bombas e gás de pimenta para tentar dispersar as centenas de jovens que ocupavam as ruas Aspicuelta e Fidalga, na Vila Madalena, na zona oeste, na madrugada desta quarta-feira (9). Por volta das 2h, garrafas foram lançadas contra os policiais e houve corre-corre pelas ruas do bairro. Antes da intervenção policial, dezenas de brigas e confusões envolvendo argentinos e brasileiros estavam acontecendo no meio das ruas bloqueadas pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Até as 8h45 desta quarta-feira, a PM não confirmou o uso de bombas e gás de pimenta, presenciado pela reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".
É a terceira vez que a PM usa bombas e gás para tentar retirar as pessoas que ocupam as ruas da Vila Madalena. A medida passou a ser tomada após mobilização de moradores do bairro contra o vandalismo nas ruas ocorrido logo depois dos jogos da Copa.
Após a derrota do Brasil na terça-feira (8), a maioria dos bares fechou e uma multidão de torcedores foi embora. Mas muitos jovens continuaram ocupando as ruas bloqueadas pela CET.
Após derrota para Alemanha, polícia paulista reforça segurança de argentinos
Após jogo, ao menos 26 ônibus são incendiados na Grande SP
Ainda durante o intervalo, a PM havia registrado brigas e ao menos uma bandeira do Brasil queimada na rua Girassol. Mas o clima ficou ainda mais tenso após a chegada de grupos de torcedores argentinos, por volta das 21h30. Brasileiros cercavam os estrangeiros o tempo todo, tentando intimidá-los com empurrões e gritos de guerra.
Na esquina das ruas Aspicuelta e Fidalga, por volta das 21h50, o jornal "O Estado de S. Paulo" presenciou brasileiros roubando os bonés e cachecóis da Argentina de grupo de torcedores.
Com frio, Vila Madalena fica mais vazia nesta terça-feira
Os brasileiros perseguiam os argentinos com cornetas e empurrões por todo o bairro, como lamenta o garçom argentino Diego Zambiazzi, de 25 anos, que mora na cidade de Mendoza.
— Muito triste ver isso.
Outras brigas entre grupos de brasileiros também foram registradas na rua Aspicuelta, com princípio de corre-corre e tumulto.














