Carla Cepollina se manifesta durante depoimento e é retirada do plenário
Primeiro dia de julgamento terminou por volta das 23h20
São Paulo|Do R7

Carla Cepollina, acusada de matar o ex-coronel da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo Ubiratan Guimarães, foi retirada do plenário por volta de 21h30 desta segunda-feira (5) após se manifestar durante depoimento do delegado Marco Antônio Olivato, segunda testemunha a depor neste primeiro dia do julgamento.
Liliana Prinzivalli, mãe e advogada da acusada, perguntou para o delegado se não era verdade que ele tinha dito para Carla que se ela não confesse ter matado Ubiratan, ele iria prender a mãe dela. O delegado negou a história e Carla respondeu: “Falou sim”. Diante da manifestação em momento indevido, o juiz pediu para que a ré fosse retirada do plenário.
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Depois, Liliana também foi advertida pelo juiz por apresentar elementos que não estavam nos autos, o que é proibido. A advogada chegou a ficar temporariamente proibida de fazer perguntas para a testemunha. Liliana, então, se retratou e o juiz resolveu "dar um voto de confiança" para a advogada e permitiu que ela voltasse a fazer perguntas no plenário.
Primeiro dia
Após cerca de oito horas, terminou o primeiro dia de julgamento da advogada Carla Cepollina,acusada de assassinar o ex-namorado, o coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006.
Por volta das 15h40 desta segunda-feira (5), quase três horas após o previsto, a sessão foi iniciada no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Das 10 testemunhas convocadas – cinco de defesa e cinco da acusação, apenas três compareceram. Duas delas, Odete Odoglio de Campos, vizinha da vítima, e o delegado Marco Antonio Olivato, que presidiu o inquérito, foram ouvidos. O depoimento mais longo foi o do delegado Olivato, que começou às 18h13 e terminou por volta das 23h20.
A previsão inicial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) era de que o júri durasse cinco dias. Seis homens e uma mulher foram escolhidos como jurados e irão decidir se Cepollina é ou não culpada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães.
Assista ao vídeo:
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