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Casal gay é agredido durante show em casa noturna na zona norte de SP

Vítimas, de 24 e 33 anos, também foram acusadas de roubo por seguranças do estabelecimento

São Paulo|Do R7, com Agência Record

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O publicitário compareceu ao IML de Santo André, no ABC Paulista, para realizar exames de corpo de delito, nesta segunda-feira (13)
O publicitário compareceu ao IML de Santo André, no ABC Paulista, para realizar exames de corpo de delito, nesta segunda-feira (13)

O publicitário Caio Irineu Tomaz da Rocha, de 24 anos, e seu companheiro, o analista de Recursos Humanos, Daniel Paschoal Camargo, de 33, foram vítimas de homofobia e agredidos por seguranças, na madrugada de sábado (11), no CTN (Centro de Tradições Nordestinas), na rua Jacofer, no bairro do Limão, zona norte da capital.

O casal estava no CTN com mais quatro amigos assistindo ao show da cantora Ivete Sangalo, quando foram hostilizados pelos seguranças depois que um dos amigos passou mal. Segundo Rocha, os seguranças não queriam deixá-lo pegar na mão do amigo que não se sentia bem, pois poderia constranger as outras pessoas. Um dos seguranças teria dito que, se dessem as mãos, seria pior para eles.


Durante a discussão, os dois foram levados para fora da casa de show por cerca de 10 a 15 seguranças, vestindo trajes com o símbolo 'M4' que começaram a bater no casal com socos, chutes que atingiram a cabeça, abdômen, braços e pernas, além de uma tentativa de esganadura.

Rocha ainda contou que, quando deixavam a casa de shows, um rapaz que também assistia à apresentação o acusou de ter roubado a jaqueta dele. O publicitário disse que a acusação era um absurdo, pois era o dono da peça. Um dos seguranças pegou a jaqueta a força, alegando que de fato era furtada.


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Com isso, os seguranças teriam ofendido o casal com termos tais como "além de viados são ladrões" e "se vocês não saírem daqui agora, vamos dar tiros em vocês".


Já fora da casa de shows, as vítimas procuraram por policiais militares que estavam em frente, mas nada teriam feito. Rocha, que ficou mais ferido, foi até o PS Central de Santo André, onde mora, para ser medicado. O caso foi registrado no 1º DP de Santo André como lesão corporal, ameaça e injúria.

Em nota, o CTN informou que não foi acionado pela vítima e, até o momento, não recebeu qualquer notificação oficial. Todavia, se disponibiliza para apuração e esclarecimento dos fatos.


“Havendo confirmação da denúncia, penalizaremos rigorosamente os possíveis responsáveis. Repudiamos e combatemos qualquer tipo de discriminação, seja ela de gênero, raça ou orientação sexual”.

O centro ainda ressalta que trabalha no combate a todos os tipos de preconceito. “Especificamente sobre a luta contra a homofobia, temos em nossa história a realização do primeiro casamento coletivo homoafetivo do país, sendo celebrado anualmente”.

O CTN ainda se comprometeu a divulgar os desdobramentos do caso na mídia.

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