Casal morto por vizinho será enterrado no interior de SP
Briga por causa de barulho terminou em tragédia em prédio de luxo em Santana do Parnaíba
São Paulo|Do R7, com Agência Record

Os corpos de Miriam Cecília Amstalden Baida e de seu marido, Fábio de Rezende, serão velados a partir das 14h desta sexta-feira (24) na igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Indaiatuba, interior de São Paulo. Os sepultamentos serão realizados no cemitério que fica dentro da Colônia Helvetia, e ainda não têm horário definido.
O casal foi morto por um vizinho, o empresário Vicente Dalécio, de 60 anos, na noite desta quinta-feira (23), em um condonímio de luxo em Santana de Parnaíba. Segundo a polícia, o atirador se irritou com o barulho do apartamento do casal.
Após o crime, Dalécio tirou a própria vida. O corpo dele será velado no Cemitério do Araçá, região central da capital, também a partir das 14h desta sexta-feira.
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As brigas entre os vizinhos eram frequentes. Testemunhas afirmaram que esta não foi a primeira vez que as famílias se desentenderam por causa de barulho.
As investigações apontam que o casal estava ouvindo música e o vizinho, que morava no 11º andar, no apartamento de baixo, se irritou e atacou os dois. Ele teria invadido, armado, a residência do casal. No corredor que dá acesso aos quartos, Míriam foi atingida por um tiro. O marido ainda tentou se proteger atrás da porta, mas também foi baleado.
Segundo um tenente da Polícia Militar, o filho do casal, de um ano e meio, estava no apartamento e não se feriu.
— Nos adentramos no apartamento, a criança estava debruçada sobre a mãe. Na sequência, foi retirada desse local e colocada juntamente com alguns vizinhos, de outro apartamento. Foi uma cena chocante.
O empresário que matou o casal foi encontrado morto dentro do elevador. Ele estava com a arma do crime, como conta o delegado Andreas Schiffmann, do Departamento de Homicídios de Carapicuíba.
— É um revolver 38, de seis tiros. Ele teria efetuado seis disparos no apartamento da vítima, depois teria ido pro apartamento dele, recarregado a arma, e quando estava no elevador, descendo, teria dado mais um disparo nele.
O empresário, que não tinha passagem pela polícia, e a esposa são donos de uma empresa metalúrgica de São Paulo. A arma usada por ele era registrada. Amigos de Dalécio contaram que, recentemente, ele esteve internado por quatro meses em um hospital. O empresário estava com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. A polícia investiga se os medicamentos tomados por ele podem ter influenciado no crime.
O bebê foi entregue para a avó materna pelo Conselho Tutelar e deve passar por acompanhamento psicológico.














