Defesa vai ter que ser muito boa para desconstruir as provas, diz delegado que presidiu caso Mércia
Antônio Olim foi responsável pelo inquérito na época da investigação
São Paulo|Ana Ignácio, do R7

O delegado que investigou a morte de Mércia Nakashima disse, nesta segunda-feira (11), que não há duvidas de que Mizael Bispo é o culpado pelo crime. Antônio Olim, responsável pelo inquérito, é considerado testemunha chave da acusação. O júri popular do policial militar reformado começou hoje, no Fórum Criminal de Guarulhos, Grande São Paulo.
Questionado sobre as afirmações da defesa de que as provas técnicas da acusação serão destruídas durante o julgamento, Olim disse que acha difícil que isso seja bem sucedido
— Ele [advogado de defesa] tem que ser muito bom para conseguir. Em todos os casos usamos rastreação de ligação como prova e haveria erro só nesse caso? Mas faz parte da defesa [tentar descontruir as provas da acusação].
Veja fotos do primeiro dia de julgamento de Mizael Bispo
Evandro tem medo de Mizael Bispo, diz advogado
Depoimento
O irmão de Mércia, Márcio Nakashima, foi o primeiro a prestar depoimento nesta segunda-feira. Durante seu relato, o irmão da vítima bateu boca com os advogados de defesa de Mizael Bispo, Ivon Robeiro e Samir Haddad.
A confusão aconteceu após o irmão da vítima relembrar em sua fala que o advogado de Mizael, Ivon Ribeiro, havia dito que o acusado só conheceu a Mércia porque ela seria garota de programa. Após reclamação da defesa e a forte discussão entre eles, o juiz parou o júri por alguns minutos.
Em seu depoimento, Márcio afirmou ainda que, durante o relacionamento, Mizael teria mudado. Segundo o irmão, o policial reformado era um sujeito "bem ciumento e possessivo".
Acusação
Para o Ministério Público, o acusado matou Mércia porque se sentia “humilhado” pela jovem, que queria ter um relacionamento descompromissado com ele.
O advogado teria levado a ex-namorada, no carro dela, para Nazaré Paulista, interior de São Paulo. Lá, ela foi baleada, e o carro, jogado em uma represa. Ainda de acordo com a promotoria, Mizael teria contado com a ajuda do vigilante Evandro Bezerra da Silva. Ele também irá a júri popular, no dia 29 de julho deste ano.
Defesa
Já a defesa pretende tentar desconstruir as provas contra o policial reformado, convocando especialistas na área de telefonia e biologia como testemunhas. Os advogados afirmam que não haverá elementos surpresa, mas que tentarão mostrar no plenário que quando o veículo de Mércia foi jogado na represa, Mizael estava 48 km longe do local dos fatos.












