Falta de energia deve atrasar júri de Carla Cepollina
Ela é acusada de ter assassinado o ex-coronel Ubiratan Guimarães
São Paulo|Vanessa Sulina, do R7

O Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na zona oeste de São Paulo, deverá atrasar o segundo dia do julgamento da advogada Carla Cepollina. O fórum está sem luz desde as 9h15 desta terça-feira (6), segundo a assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
O júri estava previsto para recomeçar às 12h. Carla Cepollina é acusada de ter assassinado o ex-coronel Ubiratan Guimarães em setembro de 2006.
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Segundo a Eletropaulo, o problema da falta de luz ocorre por conta de um fusível em um poste que entrou em curto. Não houve fogo, somente faíscas. Apenas a parte do fórum abastecida pela rede aérea está prejudicada. A outra, que é alimentada pela rede subterrânea, está normal.
Segundo o TJ-SP, apesar da falta de luz, o julgamento deve acontecer ainda nesta terça-feira.
Neste segundo dia, nenhuma testemunha será ouvida. O delegado José Vinciprova Sobrinho, testemunha de acusação, não foi ouvido no primeiro dia e foi dispensado pela defesa e pela acusação. Dessa forma, o julgamento será retomado com a leitura das peças. Trechos de alguns depoimentos — colhidos durante a fase de investigação — de testemunhas que não compareceram serão lidos.
Na sequencia, será iniciado o interrogatório de Carla Cepollina, último ato processual antes dos debates, que duram uma hora e meia. Se o promotor decidir pela réplica, a defesa tem direito a tréplica. Nesta etapa, cada lado dispõe de uma hora.
Primeiro dia
O primeiro dia de julgamento da advogada Carla Cepollina durou cerca de oito horas. Por volta das 15h40 de segunda-feira (5), quase três horas após o previsto, a sessão foi iniciada no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.
Das 10 testemunhas convocadas – cinco de defesa e cinco da acusação, apenas três compareceram. Duas delas, Odete Odoglio de Campos, vizinha da vítima, e o delegado Marco Antonio Olivato, que presidiu o inquérito, foram ouvidos. O depoimento mais longo foi o do delegado Olivato, que começou às 18h13 e terminou por volta das 23h20.
Além disso, Carla foi retirada do plenário por volta de 21h30 após se manifestar durante depoimento do delegado Marco Antônio Olivato, segunda testemunha a depor neste primeiro dia do julgamento.
Liliana Prinzivalli, mãe e advogada da acusada, perguntou para o delegado se não era verdade que ele tinha dito para Carla que se ela não confesse ter matado Ubiratan, ele iria prender a mãe dela. O delegado negou a história e Carla respondeu: “Falou sim”. Diante da manifestação em momento indevido, o juiz pediu para que a ré fosse retirada do plenário.
A previsão inicial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) era de que o júri durasse cinco dias. Seis homens e uma mulher foram escolhidos como jurados e irão decidir se Cepollina é ou não culpada pela morte do coronel Ubiratan Guimarães. Diante das faltas de testemunhas — apenas três das dez convocadas compareceram —, a expectativa é de que o julgamento termine antes do previsto.
Assista aos vídeos:
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