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Funcionários da Santa Casa fazem manifestação para exigir saída definitiva de provedor

Ato ocorreu durante a primeira reunião da mesa administrativa neste ano

São Paulo|Do R7

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Em dezembro de 2014, o governo de SP repassou R$ 3 milhões como medida emergencial de socorro à Santa Casa
Em dezembro de 2014, o governo de SP repassou R$ 3 milhões como medida emergencial de socorro à Santa Casa

Cerca de 200 funcionários da Santa Casa de São Paulo protestaram na sede do hospital na manhã desta quarta-feira (28), reivindicando que exista mais diálogo com a mesa administrativa, além da saída em definitivo do provedor Kalil Rocha Abdalla, que em dezembro pediu licença de 90 dias de suas atividades. A manifestação ocorreu durante a realização da primeira reunião da mesa administrativa neste ano. 

Segundo o movimento Santa Casa Viva, formado em sua maioria por membros da equipe médica, a entidade sofre de falta de credibilidade e precisa se modernizar. O grupo aponta o distanciamento entre corpo diretivo e integrantes da área técnica como uma das causas da crise.


"Esperamos um posicionamento da mesa administrativa e da provedoria. É preciso criar mecanismos para que a Santa Casa tenha uma gestão moderna. Nós exigimos respeito, transparência e credibilidade", afirmou um médico que preferiu não se identificar. Ele alega que o movimento não quer assumir um líder para evitar represálias.

Crise 


A crise da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo eclodiu em julho de 2014, quando foi anunciado que o pronto-socorro do hospital não teria mais condições de funcionar.

Os problemas financeiros da entidade foram a razão do atraso do pagamento do 13º. Em dezembro, o governo do Estado de São Paulo repassou R$ 3 milhões como medida emergencial de socorro à Santa Casa.


Procurada pela reportagem, a Santa Casa de São Paulo preferiu não se pronunciar sobre o protesto.

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