Justiça autoriza primeira internação compulsória na Cracolândia
É o primeiro caso desde que começou o mutirão do governo na região
São Paulo|Do R7
A Justiça de São Paulo autorizou a primeira internação compulsória de um dependente químico nesta quarta-feira (23), depois que começou o mutirão do governo do Estado no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), no centro da capital paulista, na segunda-feira (21). A Tribunal de Justiça não forneceu detalhes sobre a pessoa que foi internada à força.
A Defensoria Pública de São Paulo informou que a decisão aconteceu após o encerramento das atividades do Cratod, que acontece às 13h. O órgão pretende questionar a decisão do Tribunal de Justiça.
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A internação compulsória
Um ano após a ocupação policial da Cracolândia, na região da Luz, centro da capital, o governo do Estado começou nesta segunda-feira (21) o programa de incentivo à internação compulsória de viciados.
A ação é baseada em um termo de cooperação técnica assinado pelo governo do Estado, Tribunal de Justiça, Ministério Público e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Ela cria uma equipe integrada por médicos, assistentes sociais e juízes sediados no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), no parque da Luz, próximo à região da Cracolândia.
Operação na Cracolândia termina sem nenhuma internação à força
Hoje a lei brasileira prevê três tipos de internação: voluntária, involuntária (por determinação do médico e familiares, se o paciente não tiver condições de decidir) e compulsória (por decisão judicial). Por ordem do juiz, os dependentes de crack que necessitarem serão imediatamente levados contra sua vontade para uma clínica especializada conveniada com o governo. Todo o processo deve acontecer em poucas horas.













