Operários trabalham em condições precárias no aeroporto de Cumbica
Funcionários dormiam em colchões no chão, havia comida espalhada e nenhuma higiene
São Paulo|Do R7, com São Paulo no Ar

Promotores flagraram 111 operários das obras do terminal 3, do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, vivendo em condições precárias. O Ministério Público interditou 11 alojamentos. Mas as obras não pararam. Durante a madrugada desta quinta-feira (26), os operários seguiram trabalhando.
O MP flagrou muitos funcionários dormindo em colchões no chão. Havia comida espalhada e nenhuma higiene. Os operários foram contratados em quatro estados. Para os promotores, a situação é degradante.
Duas empresas foram citadas na denúncia: a GRU Airport, concessionária do aerporto, e a OAS, empresa contratada pela GRU para a execução das obras no terminal.
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Por causa da denúncia, a Justiça bloqueou bens das duas empresas na ordem de R$ 30 milhões. A decisão ainda é provisória e cabe recurso. Seriam 111 operários aliciados no Nordeste do País.
O Ministério Público também descobriu que muitos operários são índios e foram trazidos de tribos da região Nordeste. A Justiça determinou o pagamento de todos os direitos trabalhistas e obrigou as empresas a providenc iar a volta deles para casa.
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