Saúde

25/2/2013 às 00h10 (Atualizado em 25/2/2013 às 08h46)

Ao menos uma pessoa morre por mês em cirurgias plásticas no Brasil

Levantamento foi feito desde outubro de 2012, baseado em matérias publicadas pelo Portal R7 

Do R7, com Domingo Espetacular

Em média, oito pessoas morrem em cirurgias plásticas no Brasil todos os anos Reprodução/Rede Record

O Brasil é o segundo país que mais realiza plásticas no mundo — perde só para os Estados Unidos. A lipoaspiração é a mais popular. Médicos brasileiros fazem 200 mil cirurgias desse tipo a cada ano. Considerando o total de operações, os incidentes com morte são poucos. Na média, oito a cada ano. Mesmo assim, novos casos têm espantado os brasileiros todos os meses. De outubro até fevereiro, o R7 noticiou seis mortes envolvendo cirurgias plásticas.

A diarista Maria Gilessi Pereira Silva, de 41 anos, tinha o sonho de colocar silicone nos seios. A cirurgia foi paga pelo filho. Ela entrou no hospital no dia 5 de fevereiro, era para receber alta algumas horas depois, mas nunca viu o resultado , porque teve uma parada cardiorrespiratória e morreu. Danilo Pereira Reis, filho de Maria, fez um empréstimo de R$ 7.000 para pagar a plástica da mãe. Ele contou que ela fez todos os exames pré-operatórios e que foi considerada apta para a cirurgia.

— Não acredito que tenha sido morte natural. Não tem como. Minha mãe era saudável, fazia exercícios, cuidava do corpo, fazia academia, então não tem como uma pessoa de 41 anos, de repente, ter um ataque cardiorrespiratório fulminante e levar a óbito, assim, de uma hora pra outra.

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Maria Gilessi acertou a plástica com uma intermediadora, um tipo de empresa que faz a ponte entre quem quer operar e os médicos.

No caso de Maria Gilessi, a intermediadora Pró-Corpo informou por meio de nota que é "responsável exclusivamente pela assessoria administrativa" para a realização da cirurgia.

O hospital Salt Lake, onde a diarista morreu, também divulgou nota em que informou que foi contratado apenas para fornecer a "hotelaria hospitalar" e "a sala cirúrgica, com todos os equipamentos necessários".

O médico Luciano Fernandes, responsável pela cirurgia, informou por meio da advogada que "aguarda laudo final do IML (Instituto Médico Legal) para se pronunciar". O laudo sobre a morte da diarista deve ficar pronto no início de março. A polícia investiga o caso como morte suspeita.

Em janeiro, a manicure Nayara Patracão, de 24 anos, teve uma parada cardiorrespiratória durante uma lipoaspiração em Descalvado, interior de São Paulo. Ela ficou um mês em coma e morreu.

Em dezembro, a dona de casa Maria Irlene da Silva morreu em São Paulo após uma cirurgia plástica. Ela deu R$ 5.000 de entrada e parcelou o restante: R$ 6.000 em dez vezes.

No mesmo mês, a modelo Louanna Adrielle Castro Silva, de 24 anos, também morreu durante uma cirurgia para o implante de próteses de silicone nos seios, em Goiânia (GO). Ela teve uma série de paradas cardíacas.

A auxiliar de enfermagem Luana Balestrero Borges morreu em novembro de 2012, durante uma lipoaspiração realizada em Vitória (ES). A modelo Pâmela Baris morreu em outubro, depois de uma cirurgia de lipoaspiração, em São Paulo. 

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