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Apenas 505 das 5.570 cidades do Brasil têm leitos de UTI

Dados do CFM mostram realidade no sistema público e privado do País

Saúde|Do R7

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O lado mais desumano e perverso dentro do caos que assola a saúde pública no Brasil está na falta de leitos de UTI, diz primeiro vice-presidente
O lado mais desumano e perverso dentro do caos que assola a saúde pública no Brasil está na falta de leitos de UTI, diz primeiro vice-presidente

Apenas 505 das 5.570 cidades do Brasil têm leitos de UTI (Unidade de Terapia intensiva) em estabelecimentos públicos, conveniados ao SUS (Sistema Único de Saúde) ou particulares. O dado foi compilado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) a partir do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde).

Segundo o CFM, ao todo, o Brasil possui quase 41 mil leitos de UTI. Metade deles está disponível para o SUS, que potencialmente atende aos 204 milhões de brasileiros, e a outra metade é reservada à saúde privada ou suplementar (planos de saúde), que hoje atende a aproximadamente 25% da população. Embora o número de leitos de UTI tenha aumentado nos últimos anos — em torno de 7.500 nos últimos cinco anos — a quantidade de leitos no SUS ainda é insuficiente, sobretudo no SUS, onde a demanda é crescente.


Mauro Ribeiro, primeiro vice-presidente do CFM, disse que “todos os dias, nós, médicos testemunhamos a morte de pessoas que poderiam ser salvas pela disponibilidade de um leito de UTI".

— Para os governos, quando um paciente morre, trata-se apenas de mais um número. Para a família, no entanto, é uma tragédia.


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Na avaliação dele, o lado mais desumano e perverso dentro do caos que assola a saúde pública no Brasil está na falta de leitos de UTI, onde pacientes entubados em ventiladores improvisados morrem de causas evitáveis.

— Por mais que os médicos e toda a equipe multiprofissional se dediquem a salvá-los, esses pacientes não estão onde deveriam estar. A gama instrumental de uma UTI, aliada à capacidade da equipe que atua nela, permite que muitas pessoas sejam salvas. Então necessitamos urgentemente de políticas públicas que facilitem o acesso dos pacientes às unidades de terapia intensiva.

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