Câncer de ovário: veja que sintomas devem ligar um sinal de alerta para a mulher
Médico pede atenção a casos persistentes de inchaço e desconforto no baixo ventre; saiba mais
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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O câncer de ovário é o tumor ginecológico que mais mata mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, entre 2026 e 2028, serão diagnosticados mais de 8.000 novos casos por ano.
Na população feminina, esse é o oitavo tipo de câncer mais incidente do país e o sétimo nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte; uma das causas da alta letalidade é o diagnóstico tardio.
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A Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) estimou que de 70% a 80% das pacientes descobrem o câncer apenas nos estágios 3 ou 4 e afirmou que os sintomas costumam ser silenciosos, dificultando assim a avaliação médica.
Como forma de conscientização durante o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, nesta sexta-feira (8), o membro da Febrasgo e ginecologista oncológico Ricardo Reis falou sobre a doença, seus diagnósticos e cuidados durante entrevista ao Conexão Record News.
“O câncer de ovário tem uma apresentação de sintomas, uma fase inicial de sintomas muito inespecíficos e muito leves [...] uma distensão abdominal, uma leve dor no baixo ventre, um leve desconforto, às vezes alterações urinárias e para evacuar, são sintomas muito específicos, e isso leva a paciente muitas vezes a pensar que outras causas podem estar causando isso”, argumentou o especialista.
De acordo com as observações clínicas do especialista, há duas formas de prevenção do câncer, sendo elas a primária e a secundária: “A prevenção primária é você evitar aquele tipo de tumor, e a prevenção secundária é você diagnosticar precocemente esse tumor [...]. Hoje nós não temos um método de prevenção secundária, um exame de prevenção secundária que realmente diagnostique precocemente essa doença, porém o que alertamos é que as pacientes que começam a ter alguns sintomas de desconforto no baixo ventre, inchaço, dores, alguma alteração do hábito intestinal e, principalmente, aquele desconforto no abdômen, procurem seu ginecologista”, afirmou.
Reis ainda ressaltou que 25% das pacientes diagnosticadas adquirem a doença pela parte genética. Nesses casos, Ricardo enfatizou que a prevenção primária se encaixa. De acordo com o especialista, se a paciente tem um histórico familiar, deve procurar seu ginecologista.
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