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Casos no inverno indicam surto de dengue em 2016

Foram identificados casos em alguns Estados do Nordeste e em São Paulo preocupam ministério

Saúde|Do R7

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Dengue no inverno e larvas apontam para surto da doença
Dengue no inverno e larvas apontam para surto da doença

O Ministério da Saúde não descarta o risco de o País viver em 2016 uma nova epidemia de dengue. Uma das maiores preocupações das autoridades sanitárias é o comportamento que a doença apresentou no inverno, quando tradicionalmente o número de casos chega a quase zero.

"Não constatamos isso neste ano. Houve um número de casos importante em alguns Estados do Nordeste e em São Paulo", comenta o diretor da Divisão de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

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Essa alteração no padrão da epidemia pode estar relacionada ao clima. "Este ano teve vários períodos de chuva, intercalados com calor, algo que favorece a proliferação do mosquito", disse Maierovitch. Os casos registrados durante o inverno também podem ser atribuídos à dimensão da epidemia em 2015. "Como o número de casos era muito alto, leva-se um tempo até chegar a patamares de transmissão próximos de zero."

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Além do comportamento atípico, outra preocupação é com o subtipo de vírus da doença atualmente de maior circulação. Em 2015, a epidemia estava associada sobretudo aos vírus 1 e 4. Se o padrão se repetir, há um risco menor de a epidemia ser nas mesmas proporções da que foi registrada este ano, pois o número de pessoas suscetíveis será menor.

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A doença é provocada por quatro subtipos de vírus. A infecção por cada subtipo ocorre somente uma vez. Nos próximos dias, deverá ser divulgado um levantamento de infestação pelo mosquito Aedes aegypti.

Vacina

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O Instituto Butantã concluiu a fase 2 da pesquisa contra dengue e aguarda sinal verde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Comissão de Ética em Pesquisa para iniciar a vacinação de 17 mil voluntários para a fase 3 dos estudos. A expectativa do instituto é de que o aval seja dado nos próximos dois meses. A fase 3 avalia a resposta imunológica e eficácia do produto e deve ser iniciada ainda neste ano.

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