Problemas respiratórios lideram lista de internações por planos de saúde

Doenças do coração, por sua vez, são a principal causa de mortalidade no País

472.824 beneficiários de convênios médicos no País foram hospitalizados no ano passado com problemas respiratórios
472.824 beneficiários de convênios médicos no País foram hospitalizados no ano passado com problemas respiratórios Thinkstock

Foi uma pneumonia que manteve Giovanna, de 9 anos, internada por um mês na UTI de um hospital infantil particular de São Paulo. "Ela estava com espasmos na respiração e nitidamente muito mal", diz a mãe, a professora Rosana Bignami, de 55 anos.

Rosana conseguiu que a menina, que tem síndrome de down, fosse internada, depois de muita discussão com a médica. Segundo ela, a criança foi levada direto para a UTI, entubada e diagnosticada com pneumonia. "Minha filha só saiu do hospital um mês depois e continuou em tratamento, com fisioterapia pulmonar, por mais 4 meses. Até hoje a voz dela ainda é um pouquinho rouca", conta.

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Outros dados do mais recente Mapa Assistencial da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que, embora os problemas cardiovasculares sejam a principal causa de mortalidade no País, são as doenças respiratórias as que levam o maior número de pacientes de planos de saúde à internação.

Segundo o levantamento da agência, 472.824 beneficiários de convênios médicos foram hospitalizados somente no ano passado com esses problemas, ante 446.956 por doenças do aparelho circulatório.

Bariátrica e parto

Em cirurgias, a ANS destaca o aumento de 20% no índice de bariátricas realizadas pelos planos de saúde. O índice desses procedimentos por 1 mil beneficiários passou de 1,36 em 2014 para 1,63 em 2016, quando foram realizadas 50.443 operações. "Era um aumento esperado tendo em vista que a obesidade e o sobrepeso estão crescendo na população brasileira. Estamos incentivando as operadoras a adotar programas de prevenção de doenças e promoção de uma vida mais saudável para diminuir o problema", diz Karla Coelho, diretora de normas e habilitação de produtos da ANS.

Já o "destaque positivo" do Mapa Assistencial foi a redução, ainda que pequena, da taxa de partos cesáreas na rede suplementar. Entre 2014 e 2016, o índice caiu de 85,6% para 84,1%. Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 15% dos partos deveriam ocorrer por meio de cesariana. "Esse decréscimo se deve a uma série de ações que a ANS vem desenvolvendo há anos", diz Karla, referindo-se à iniciativa que envolveu cerca de 40 hospitais brasileiros no desenvolvimento de novas diretrizes para evitar cesáreas desnecessárias e melhorar a assistência a gestantes e bebês. "Estamos entrando na segunda fase do projeto, no qual 150 hospitais vão participar", detalha Karla. 

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