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Por que é preciso se revacinar contra o sarampo em cidades de SP?

Revacinação é recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos, incluindo aquelas que frequentam as cidades afetadas

Saúde|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aumento de casos de sarampo em São Paulo levou à ampliação da vacinação com a tríplice viral nos municípios afetados.
  • A cobertura vacinal no estado está abaixo do recomendado, com 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda.
  • A vacina será oferecida a pessoas de 6 meses a 59 anos, incluindo moradores de outras cidades que frequentam São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo.
  • A revacinação não é recomendada para gestantes, imunossuprimidos e pessoas com 60 anos ou mais, que já podem ter anticorpos contra o vírus.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um profissional de saúde está segurando uma seringa com um êmbolo azul, enquanto a outra mão segura um frasco de medicamento. O frasco é pequeno, de vidro marrom, com um rótulo que contém informações sobre o medicamento, incluindo um nome em destaque e instruções. O fundo da imagem é desfocado, sugerindo um ambiente clínico. A pessoa está vestindo um jaleco branco, típico de profissionais da saúde.
Campanha Nacional de Multivacinação ocorre até 1º de setembro, com foco em crianças e adolescentes Reprodução/Record News

O aumento de casos de sarampo em São Paulo levou as autoridades de saúde a adotarem uma estratégia excepcional para conter a circulação do vírus.

Segundo a SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde), o Estado já confirmou 16 casos da doença em 2026: 13 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

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Em nota, a SES-SP informou que, até o momento, 77,5% da população recebeu a primeira dose da vacina tríplice viral e 65,5%, a segunda. O número está abaixo da cobertura vacinal recomendada, que é de 95% para cada aplicação.

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Diante desse cenário, a secretaria ampliou a oferta da vacina tríplice viral nos três municípios com registros da doença. A medida integra as ações de enfrentamento ao sarampo e ocorre paralelamente à Campanha Nacional de Multivacinação, iniciada nesta segunda-feira (3).

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Quem deve se vacinar

Nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacina tríplice viral será oferecida a todas as pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, independentemente da situação vacinal.

Segundo a vice-presidente da SBIm (Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações), Melissa Palmieri, a medida é necessária diante do cenário epidemiológico atual e busca ampliar rapidamente a proteção da população.

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“É uma operação de guerra contra a circulação do vírus em locais onde tem se detectado circulação”, diz. Melissa afirma que a revacinação é recomendada mesmo para pessoas vacinadas recentemente contra o sarampo e vale para qualquer morador dessas cidades que se encaixe na faixa etária.

E quem não mora, mas trabalha nessas cidades?

A orientação de revacinação também vale para pessoas que moram em outros municípios, mas circulam diariamente por São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo para trabalhar ou estudar.

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Nesses casos, basta procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e informar que frequenta uma das cidades contempladas para receber a dose recomendada.

Gestantes devem se revacinar?

Não. Gestantes e pessoas imunossuprimidas não devem receber a dose adicional da tríplice viral.

Por que a estratégia não engloba idosos?

Segundo Melissa, a revacinação não é recomendada para pessoas com 60 anos ou mais porque a maior parte dessa população provavelmente já teve contato com o vírus ao longo da vida, antes da ampla disponibilidade da vacina. Nesses casos, o organismo já desenvolveu anticorpos contra o vírus.

Importância da dose extra

A vacina contra o sarampo continua sendo altamente eficaz, e as duas doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação seguem oferecendo proteção duradoura.

No entanto, em situações de risco epidemiológico, como a circulação do vírus em determinadas regiões, uma dose adicional pode ser indicada para ampliar a proteção da população.

Segundo Melissa, o alerta também está relacionado ao cenário internacional. Países como Estados Unidos, Canadá, México e diversas nações europeias registraram aumento de casos nos últimos meses.

“Diariamente, com a globalização e a movimentação de pessoas, nós temos o risco de reintrodução do vírus no país. Por isso, é importante que a população atenda a esse chamamento para vacinação”, destaca.

Multivacinação começa em todo o país

A estratégia de vacinação contra o sarampo ocorre paralelamente à Campanha Nacional de Multivacinação, que começou nesta segunda-feira, 3, e segue até 1º de setembro.

O Dia D de mobilização está marcado para 22 de agosto, sábado, quando os postos de saúde abrirão para ampliar o acesso da população às vacinas.

A campanha tem como foco crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias. A proposta é atualizar a caderneta de vacinação, identificar doses em atraso e fortalecer a proteção contra doenças imunopreveníveis, reduzindo o risco de reintrodução de enfermidades como o sarampo e a poliomielite.

Em todo o país, estarão disponíveis vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, entre elas os imunizantes contra sarampo, poliomielite, hepatites A e B, influenza, covid-19, febre amarela, varicela, HPV, meningites e doenças pneumocócicas.

Antes da aplicação, os profissionais de saúde irão avaliar a caderneta de vacinação para identificar quais doses ainda precisam ser administradas.

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