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Com rota alternativa, agro brasileiro sinaliza ao mundo que cumpre seus contratos; veja análise

Turquia vai ser a rota alternativa para exportações do agronegócio em meio ao fechamento do estreito de Ormuz

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil utilizará a Turquia como rota alternativa para exportações do agronegócio.
  • Pesquisador destaca que a nova estratégia pode aumentar a eficiência das entregas, apesar de possíveis custos elevados.
  • A segurança alimentar do Oriente Médio está atrelada ao mercado brasileiro, que oferece produtos confiáveis.
  • O Brasil se beneficia da biomassa e biocombustíveis para minimizar os efeitos da alta nos combustíveis globalmente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro confirmou que, em meio ao embate no Oriente Médio e ao fechamento do estreito de Ormuz, a Turquia será uma rota alternativa para as exportações do agronegócio.

Em entrevista ao Record News Rural, o pesquisador do FGV Agro Felippe Serigati explicou os benefícios que a recente movimentação entre ambos os governos traz para a agricultura brasileira.


Ao se ter essa rota alternativa, aumenta a probabilidade de as entregas serem realizadas. Veja que essa rota não necessariamente vai tornar o transporte ou a logística dos produtos mais baratos, principalmente se for um produto que vai ter que atravessar o território turco. O agro brasileiro está sinalizado que, mesmo em condições atípicas, ‘mesmo que isso leve a uma elevação de custos para mim, eu cumpro meus contratos’”, expressou o pesquisador.

O especialista também explicou que seriam impostas pela Turquia algumas restrições sanitárias, que poderiam vir a ser flexibilizadas com a ressalva de que tal movimentação estaria disponível apenas para produtos que não teriam como destino o território turco.


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O universo agro brasileiro tem um papel importantíssimo no Oriente Médio [...] Eles dependem do mercado internacional para garantir a sua segurança alimentar. Eles vão comprar alimento de alguém; com quem eles podem comprar o alimento com um preço ‘ok’ e com confiança de que esses produtos vão chegar”, argumentou Serigati.

Segundo Serigati, diversas matérias-primas, cujas unidades produtivas ficam no golfo Pérsico, foram danificadas. E, de acordo com o pesquisador, isso significa que a produção de fertilizantes está acima do preço devido à destruição dos componentes para a fabricação.


Esse choque de combustíveis atinge o planeta como um todo; aliás, temos visto economias asiáticas tentando já se preparar para uma oferta menor de gasolina ou óleo diesel [...] Só que o Brasil tem atributos mais favoráveis, porque a gente consegue aliviar, sem substituir, pela participação dentro da matriz energética da biomassa, que há os biocombustíveis. Resolve o problema? Não, mas contorna o problema”, ressaltou.

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