Como o calor recorde na França está mudando o sabor do champagne
Temperaturas acima de 40º elevaram níveis de açúcar nos frutos, um fator que aumenta o teor alcoólico na etapa da fermentação
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
O verão na França foi atípico em 2026, com cinco ondas de calor que geraram secas e fizeram com que os termômetros superassem os 40º em locais como a comuna de Pissos. A temperatura mudou os hábitos dos franceses e o sabor dos espumantes produzidos na região de Champagne, que dá nome à bebida, agora com um teor alcoólico mais elevado por conta dos eventos climáticos.
A seca antecipou a colheita do fruto, geralmente ocorrida entre setembro e outubro, para agosto. Enquanto isso, o calor fez com que as uvas crescessem com mais açúcar, um elemento que afeta o processo de fermentação e deixa a bebida mais forte. Produtores franceses já foram autorizados, pela primeira vez, a aumentar o limite alcoólico de 13% para 15%.
Com as temperaturas do continente subindo duas vezes mais rápido que a média global, segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, há a possibilidade de que o episódio de 2026 vire regra nas próximas décadas. Uma prova de que as consequências climáticas vão das geleiras do Ártico até o gargalo da garrafa à mesa.
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