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Calor extremo obriga a França a desligar reatores nucleares; entenda

Onda de temperaturas altas já deixou mortos e obrigou estatal a reduzir a geração de energia para evitar danos ao ecossistema

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Onda de calor recorde na França leva a EDF a desligar reatores nucleares para proteger ecossistemas aquáticos.
  • Reatores nas usinas de Nogent-sur-Seine e Bugey foram paralisados devido ao aumento da temperatura dos rios.
  • França registrou seu dia mais quente, com 44,3°C em Pissos, e mais da metade dos departamentos está sob alerta vermelho.
  • Calor extremo também afeta outros países europeus, como Alemanha, Espanha, Portugal e Suíça, causando fechamento de escolas e restrições em serviços ferroviários.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A usina nuclear de Bugey, próxima a Lyon, foi uma das afetadas com a onda de calor Divulgação/EDF

A onda de calor recorde que atinge a França já provoca impactos além da saúde da população. A empresa estatal francesa de energia EDF desligou temporariamente três reatores nucleares e reduziu a produção em outras usinas para evitar que o descarte de água aquecida prejudique os ecossistemas dos rios.

Na última quinta-feira (25), a empresa retirou de operação dois reatores: um na usina de Nogent-sur-Seine, localizada às margens do rio Sena, ao norte de Paris, e outro na usina de Bugey, no rio Ródano, próximo a Lyon. As paralisações ocorreram porque a temperatura das águas ultrapassou níveis considerados seguros para o meio ambiente. Dias antes, um reator da usina de Golfech, no sudoeste do país, também havia sido desligado pelo mesmo motivo.


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A decisão é uma medida preventiva de proteção ambiental, enquanto o país enfrenta uma onda de calor recorde. Na última terça-feira (23), a França registrou seu dia mais quente desde o início dos registros, há quase 80 anos. A temperatura registrada atingiu o pico de 44,3ºC na cidade de Pissos, no sudoeste do país.

As usinas nucleares utilizam água dos rios para resfriar seus reatores antes de devolvê-la ao curso d’água. Durante períodos de calor intenso, como os registrados atualmente, a temperatura dos rios sobe naturalmente. Para evitar que a água devolvida fique ainda mais quente e coloque em risco a fauna e a flora aquáticas, a legislação francesa impõe limites rigorosos de temperatura, obrigando a EDF a reduzir ou interromper a geração de energia quando esses níveis são atingidos.


Segundo a empresa, um dos reatores da usina de Nogent-sur-Seine já havia reduzido a produção no início da semana para limitar o aumento da temperatura da água devolvida ao rio Sena. Em publicação na rede social X, a EDF informou que novas reduções ou desligamentos temporários poderão ocorrer para cumprir as normas ambientais e proteger os ecossistemas fluviais.

A França possui 57 reatores nucleares, responsáveis por cerca de 70% da eletricidade gerada no país. Apesar das paralisações, a operadora da rede elétrica francesa, RTE, afirmou que o sistema tem capacidade suficiente para atender à demanda elétrica do país, mesmo com parte das usinas fora de operação.


Enquanto isso, a onda de calor continua. Mais da metade dos 96 departamentos franceses está sob alerta vermelho por risco à vida, e as autoridades orientam a população a evitar exposição direta ao sol e manter “vigilância absoluta”.

O calor extremo também afeta outros países europeus, como Alemanha, Espanha, Portugal e Suíça. Centenas de escolas foram fechadas ou tiveram o horário reduzido, enquanto serviços ferroviários em cidades como Paris e Bruxelas operam com restrições para diminuir o risco de falhas. Meteorologistas alertam que esta é a terceira onda de calor do ano na Europa e que as temperaturas podem chegar a 43°C na região do Mediterrâneo.

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