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El Niño compromete todo o ciclo produtivo do agro, diz climatologista

Segundo o especialista, o setor agropecuário deve ser afetado pelo fenômeno e precisa se adaptar para diminuir esses efeitos

Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O fenômeno El Niño está em desenvolvimento, intensificando eventos climáticos extremos no Brasil, como inundações e secas.
  • O climatologista José Marengo alerta que o setor agropecuário precisa se adaptar para mitigar os efeitos do El Niño sobre a produção.
  • Regiões ao Sul do Brasil devem enfrentar excesso de chuvas, enquanto o Norte e o Nordeste podem sofrer com secas.
  • Durante os anos do El Niño, eventos meteorológicos extremos se tornam mais frequentes e impactantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O El Niño está em desenvolvimento e coloca o Brasil em estado de atenção. Em entrevista ao Record News Rural desta terça-feira (7), o climatologista e coordenador-geral de pesquisa do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), José Marengo, explica que o aquecimento das águas do Pacífico Tropical intensifica eventos extremos como inundações e secas.

“Os extremos estão virando mais extremos gradativamente como consequência da mudança climática e aquecimento global. E justamente o El Niño vem para fazer o clima extremo mais extremo ainda. [...] Mas realmente esse talvez seja o melhor estado que pode caracterizar a situação atual em todo o Brasil, todo o mundo: é de situação de emergência climática”, afirma.


Plantação de soja vista de baixo para cima, com hastes altas e vagens visíveis. O sol brilha ao fundo, iluminando o céu azul com nuvens brancas. A luz do sol cria um efeito de brilho nas vagens e nas folhas.
Agricultura das regiões ao Sul deve sofrer com excesso de chuvas, enquanto no Norte e no Nordeste o problema será a seca Reprodução/Record News

Segundo ele, o setor agropecuário precisa se adaptar para diminuir esses efeitos. “Comprometem não só a produção, mas todo o ciclo produtivo. Você pensa em um pequeno produtor do semiárido do Nordeste, o impacto é direto, eles não têm seguro e perdem tudo. [...] O agronegócio é um pouco mais resiliente, mas ainda assim pode ser afetado pela combinação de temperaturas em algumas áreas, falta de chuva e, em outras áreas, excesso de chuva.”

O climatologista também destaca que o El Niño “é um fenômeno que afeta o clima mundial”, mas, no Brasil, a agricultura das regiões ao Sul deve sofrer mais com excesso de chuvas, enquanto no Norte e no Nordeste o problema deve ser mais a seca. “Todos os anos nós temos extremos meteorológicos, episódios de chuva intensa, episódios de ondas de calor, todos os anos, mesmo sem o Niño. Mas, durante os anos do Niño, esses extremos passam a ser mais potencializados, mais impactantes”, complementa.

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