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Um passo à frente do calçado brasileiro

Indústria avança em sustentabilidade, tecnologia e eficiência produtiva para responder aos novos desafios do mercado

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Reciclagem de EVA e Borracha, Grupo Dass Foto cedida: Grupo Dass

A indústria calçadista vem ampliando investimentos em inovação, economia circular e práticas alinhadas aos conceitos ESG.

Maior produtor de calçados do Ocidente, com 847 milhões de pares fabricados em 2025, o Brasil vem avançando na construção de uma cadeia produtiva mais eficiente e preparada para os novos desafios do mercado global.


Dados do Relatório Indústria de Calçados – Brasil 2026, elaborado pela Abicalçados, mostram que a sustentabilidade deixou de ser um movimento pontual e passou a integrar a estratégia das empresas, com avanços em gestão de resíduos, energia renovável, rastreabilidade, diversidade e governança.

“O Origem Sustentável, mais do que certificar empresas, funciona como um guia para o avanço das práticas dentro delas”, explicou Cristian Schlindwein, gerente de Marketing e Estratégia da Abicalçados.


Cristian Schlindwein, gerente de Marketing e Estratégia da Abicalçados Foto cedida: Abicalçados

Criado em 2013, o programa é a única certificação de práticas ESG voltada exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo. Atualmente, 45% da produção nacional já é certificada pela iniciativa.

Os números mostram uma transformação em curso. Segundo o levantamento, 93% das empresas participantes realizam destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos industriais, enquanto 82% utilizam energia elétrica proveniente de fontes renováveis.


Empresas como Tess, Grupo Dass e Via Marte mostram que reaproveitamento de materiais, redução de desperdícios e uso inteligente dos recursos naturais podem trazer ganhos ambientais e econômicos. Apenas com a reciclagem de materiais, por exemplo, estima-se uma economia anual de R$ 3 milhões.

Mais do que uma exigência de mercado, essas iniciativas mostram uma mudança de comportamento da indústria. A competitividade do futuro estará cada vez mais associada à capacidade de produzir melhor, utilizar menos recursos e demonstrar a origem e o impacto de cada produto.


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