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A nova face do vinho chileno

Produtores independentes resgatam variedades históricas e exploram novos territórios para mostrar que a identidade de um vinho começa no lugar onde ele nasce

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Chile, um mosaico de terroirs e histórias Foto cedida: Loma Larga Vineyards

Durante anos, o Chile conquistou reconhecimento internacional pela qualidade, consistência e competitividade de seus vinhos.

Agora, um novo movimento busca revelar outra dimensão dessa identidade: a diversidade de territórios, histórias e produtores que dão personalidade a cada garrafa — o conceito de que “o lugar importa”.


O encontro promovido pela Wines of Chile e pelo Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile (MOVI), em São Paulo, reuniu profissionais do vinho, sommeliers, importadores e especialistas para apresentar essa nova fase da vitivinicultura chilena.

Regiões como Maule, Itata, Casablanca, Elqui e Atacama mostram diferentes interpretações do Chile, dos vinhedos centenários aos projetos que exploram altitude, clima extremo e novas fronteiras.


A degustação apresentou quatro diferentes perspectivas sobre o vinho chileno.

Raízes — Roots & Old Vines trouxe uma homenagem aos vinhedos antigos, patrimônio vivo da viticultura do Chile, preservando variedades históricas e práticas tradicionais, com os vinhos Gran Reserva País 2025 — Maule Valley — Las Veletas; Mourvèdre El Maitén 2023 — Itata Valley — PS Garcia; Zippora Ensamblaje 2021 — Maule Valley — Odfjell; e Bagual CGM 2019 — Maule Valley — Garage Wine Co.


Na sequência, Origem — Classic Terroirs destacou rótulos de regiões consagradas que ajudaram a construir a reputação internacional do Chile, revelando elegância e identidade por meio de vinhos como Dogma Chardonnay 2020 — Maule Valley — El Aromo; Carménère 2021 — Cachapoal Valley — Artesano; Pircas Cabernet Sauvignon 2022 — Maipo Valley — Perez Cruz; e Edición de Familia 2021 — Colchagua Valley — Laura Hartwig.

Em Expressão — Climate & Character, a proposta foi explorar uma nova leitura dos terroirs chilenos, marcada pela influência da montanha, altitude e condições climáticas singulares, representada pelos vinhos Merlot Mercurii 2022 — Valle de Casablanca — Callma; Cabernet Franc 2022 — Valle de Casablanca — Loma Larga; Block G+I Syrah 2022 — Colchagua Valley — Polkura; e Tococo Syrah 2022 — Valle de Elqui — Alcohuaz.


Por fim, Descoberta — New Interpretations revelou territórios emergentes e produtores que exploram novas possibilidades para o vinho chileno, com os rótulos De Mai Chardonnay 2023 — Huasco, Atacama Valley — JP Martin; Hand Made Chardonnay 2024 — Trapi de lo Bueno; El Infaltable Pinot Noir 2021 — Cautín Valley — Mujer Andina Wines; e Pinot Noir 2022 — Huasco, Atacama Valley — Tara.

A nova narrativa do vinho chileno reforça que a origem é parte essencial da identidade de um vinho e que cada garrafa é única, assim como aqueles que a produzem.

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