Ex-jornalista deixa a vida na cidade para criar queijo premiado internacionalmente
Iara Altafin saiu de Brasília para se dedicar a uma chácara no Triângulo Mineiro; agora, é responsável por queijaria renomada
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Em 2018, Iara Guimarães Altafin deixou a rotina agitada de jornalista e professora universitária em Brasília para cuidar de uma chácara no Triângulo Mineiro. Na propriedade de 2,5 hectares, ela descobriu que não era preciso estar em uma cidade grande, nem em uma grande fazenda para ganhar o mundo.
Com a criação de vacas Jersey, menores e mais mansas que o padrão da região, ela se tornou produtora de iguarias artesanais, entre elas um queijo premiado com medalha de prata em uma competição na França. Mas foi preciso muito esforço para erguer o negócio que deu origem à Matuh Queijaria.
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“É muito prazeroso, muito desafiador, porque é difícil saber como fazer. A gente erra muito, procura o caminho, vai atrás, mas é muito bom”, diz Iara. Por enquanto, tudo é feito em pequena escala. São 15 vacas em lactação e cerca de 100 litros de leite por dia. Para alimentar todo o rebanho, são utilizados dois sacos de 40 kg por dia de feno compactado — uma praticidade que facilita o trabalho no dia a dia da propriedade.
Ela explica o diferencial do queijo Nete, medalhista de prata no Mondial du Fromage 2025, um dos principais concursos para queijeiros de todo o mundo. “Diferente do Nina, que a gente lava a casca, esse queijo a gente deixa o mofo trabalhar para a gente. E aí o queijo sempre é uma surpresa, porque ele é um ser vivo. Os queijos têm uma trajetória que eles seguem para o mesmo mundo, mas às vezes ele surpreende”, destaca.
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