Guerra no Irã afeta ‘toda a cadeia produtiva de fertilizante e de energia’, diz CNA
Bloqueio do estreito de Ormuz compromete fornecimento de fertilizantes para o Brasil, que importa de 85% a 90% desses insumos
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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O fechamento do estreito de Ormuz em decorrência da guerra no Oriente Médio ameaça o fornecimento de fertilizantes para o Brasil, que importa de 85% a 90% desses insumos. Em entrevista ao Record News Rural desta segunda-feira (27), a assessora técnica da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Danyella Bonfim, alerta que a instabilidade na região já reflete nos preços internos e pode aumentar os custos operacionais dos produtores.
“Qualquer instabilidade ali na região compromete não só os países que estão diretamente envolvidos no conflito, mas também toda a cadeia produtiva de fertilizante e de energia. No caso do Brasil, a maior preocupação é em relação aos fertilizantes, com mais força em cima dos nitrogenados”, explica a assessora da CNA.
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Esse cenário já tem refletido de diversas formas no bolso do produtor, avalia Danyella: “A gente tem visto o reflexo nos preços do diesel. [...] Então, isso vai aumentar as operações mecanizadas, isso vai impactar o frete. No caso dos fertilizantes, as altas já são mais de 60% em cima dos preços de ureia, e o custo operacional efetivo do produtor é formado por 30% dos fertilizantes. Então, qualquer alta vai prejudicar e apertar essas margens”.
Segundo Danyella, o principal ponto de alerta é o planejamento da safra do segundo semestre. “A preocupação vem a partir de maio e junho, quando o produtor volta ao mercado e começa a comprar visando a próxima safra, 2026 e 2027. É aí que ele vai se deparar com os fertilizantes mais caros”, ressalta.
Além disso, a assessora da CNA alerta que os preços dos alimentos também sentirão os efeitos da instabilidade no Oriente Médio. “A gente tem culturas que dependem de fertilizantes o ano todo. Então, culturas mais destinadas ao consumo interno, que são hortalícias, fruticulturas, sim, é esperado que isso reflita em alimentos no Brasil”, completa.
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