Impacto da guerra é negativo para o agro brasileiro, afirma especialista
Produção de milho, compra de fertilizantes e exportações para parceiros são os principais desafios que o Brasil terá de enfrentar
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Ainda não se sabe até quando os conflitos no Oriente Médio irão durar. O presidente norte-americano Donald Trump mencionou que um período de cinco semanas é esperado. Uma coisa é certa, a cada dia que é adicionado à guerra, a economia mundial é transformada. Em muitos casos, a mudança não é para melhor.
“O impacto dessa guerra, que agora atinge contornos geopolíticos profundos, é negativo para o Brasil”, afirma o professor da escola de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas) São Paulo, Daniel Vargas. Ele discutiu, no Record News Rural desta quarta (4), sobre os impactos que o agronegócio brasileiro deve ter com o embate.

Segundo ele, os produtores de milho estão entre os mais afetados, pois cerca de 23% do milho exportado pelo Brasil é vendido para o Irã e outros 32% são direcionados ao Oriente Médio. A venda do produto não será a única dificuldade, a produção também deve passar por desafios.
A principal mercadoria importada do Irã pelo mercado brasileiro, com um gasto interno aproximado de US$ 70 milhões, é ureia e derivados; materiais chamados de nitrogenados e que são elementos importantes na constituição de fertilizantes. Vargas cita que, em crises no Oriente Médio, como a Primavera Árabe de 2011, os preços dos nitrogenados acompanham a alta do petróleo.
Sobre a alta do custo deste último, o especialista comenta: “Imediatamente respinga em uma série de preços da economia e rapidamente começa a ser discutido por países em diversas partes do mundo”. Por conta desse mesmo motivo, ele crê que o período de encarecimento do barril de petróleo seja curto.
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Vargas enxerga, entretanto, que a tal mudança é um meio de afetar a economia da China: “Ao longo do tempo, as reservas de petróleo da China vão se esgotar e o custo energético vai ser sentido. Quem vai pagar o preço? De imediato, a competitividade industrial e o crescimento do PIB chinês”.
Ele também cita que, caso tal cenário se concretize, o número de exportações brasileiras ao país asiático deverá diminuir e tanto a economia quanto o agronegócio nacional ficariam enfraquecidos. Em meio ao pessimismo, ele tenta permanecer esperançoso. “O produtor é um agente de fé, essa fé que move montanhas e que move a produção brasileira. Passaremos por essa crise, certamente. E esperamos passar mais fortes”.
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