Advogado de Costa renuncia ao caso Petrobras e se cala
Profissional alegou "motivos de foro íntimo" para justificar a atitude
Brasil|Do R7
O advogado Cássio Quirino Norberto, que integrava o núcleo de defesa de Paulo Roberto Costa, renunciou à causa. Alegando "motivos de foro íntimo", Norberto deixou a defesa do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras nos autos da Operação Lava Jato na sexta-feira passada (5) — mesmo dia em que a imprensa divulgou detalhes do acordo de delação premiada de Costa, no qual o ex-diretor apontou nomes de pelo menos 32 deputados e senadores, de um governador e de cinco partidos políticos, entre os quais o PT, o PMDB e o PP, que teriam sido contemplados com propinas de empreiteiras contratadas pela estatal petrolífera.
"Passei a noite (de quinta-feira para sexta) pensando muito, mas prefiro não falar nada agora (sobre os motivos da renúncia)", disse Norberto, no dia em que renunciou.
— No momento oportuno vou me manifestar.
"Assopro" de advogado de Cerveró gera bate boca em CPI
Leia mais notícias de Brasil no Portal R7
CPI mista da Petrobras chama ex-diretor para depor no Congresso
"É um bandido que exerceu por 30 anos cargo de gerência", diz ex-diretor da Petrobras sobre Costa
Norberto atuava nos autos da Lava Jato, representando o ex-executivo da Petrobras, desde o início da investigação deflagrada pela PF (Polícia Federal).
Pelo fato de declarar residência fixa em Curitiba, os primeiros advogados de Costa substabeleceram procuração para que Norberto pudesse acompanhar pessoalmente todos os atos processuais relativos às ações penais abertas contra o ex-diretor da estatal, inclusive os depoimentos.
Em agosto, Costa decidiu fazer delação premiada e contratou a criminalista Beatriz Catta Preta, com ampla experiência nesse tipo de procedimento. Norberto continuou trabalhando no caso ainda por alguns dias.














