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Bolsonaro admite que, se o povo quiser, volta o horário de verão 

O presidente foi questionado em entrevista hoje se a medida não seria útil neste momento para alguns setores da economia 

Brasil|Do R7

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Bolsonaro ameniza ameaça: sem voto impresso, não haverá eleições "democráticas"
Bolsonaro ameniza ameaça: sem voto impresso, não haverá eleições "democráticas"

O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta segunda-feira (2) que o horário de verão pode voltar a vigorar no país, desde que essa seja a vontade da população. Ele sugeriu enquetes em rádios para saber o que os brasileiros pensam dessa medida.

Em entrevista à Rádio ABC, de Novo Hamburgo (RS), nesta segunda, ele foi questionado como via os pedidos de setores da economia que sugerem a medida de adiantar em uma hora os relógios do país durante primavera e verão com o objetivo de conter os gastos de energia em regiões que têm mais luz solar.

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O país enfrenta uma dura crise hídrica em 2021, que encarece os preços da energia.

O horário de verão poderia servir para atenuar esses aumentos de consumo em regiões como o Nordeste, que têm sol mais tempo do dia. Com luz natural em horários nos quais as pessoas já estão em casa, consome-se menos luz elétrica. 

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Bolsonaro defende fim do horário de verão: 'Medida não traz ganho'

O horário de verão acabou no país em abril de 2019 com um decreto de Bolsonaro. 

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"Lá atrás alguns parlamentares me procuraram para pôr um fim no horário de verão. Eu também queria, confesso. Então pedi um estudo para o ministro Bento Albuquerque [Minas Energia] e chegamos à conclusão de que não economizava energia como se falava. E a maioria da população era favorável ao término. Se mudarem de posição, eu sigo o que quiserem, sou um democrata", argumentou.

Bolsonaro afirmou que o governo entende que para determinados setores o faturamento melhora com o aumento da luminosidade em algumas regiões e a extensão do período de consumo. "Sabemos que as pessoas ficam mais tempo no comércio, e nós do governo pesamos isso, mas no momento não vejo clima para essa mudança. Mas se o povo quiser, eu faço isso aqui."

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Ele sugeriu à rádio que o entrevistava que fizesse uma enquete com seus ouvintes sobre o assunto e comentou que repetirá o pedido a uma outra emissora que costuma escutar.

Mourão "atropela o governo"

Nos 50 minutos de conversa, o presidente declarou ainda que o vice Hamilton Mourão "às vezes atropela o governo" em suas declarações, mas é natural que ele tenha suas opiniões. 

"Converso com ele esporadicamente, ele tem uma vida quase independente. Eu não tenho problema com o Mourão. O vice, como diz o ditado popular, é como o cunhado: você casa com aquela mulher maravilhosa e o vice vem junto. Mas ele não tem atrapalhado em nada", brincou.

Bolsonaro voltou a defender o voto impresso, mas amenizou a ameaça que havia feito há algumas semanas, de que sem a mudança não haveria eleições em 2022.

"Não haverá eleições democráticas", remendou. 

Disse que não pode ocorrer de um eleitor votar em um verador e esse candidato não receber um único voto município. "E isso aconteceu em cententas de locais pelo país", afirmou. 

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