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É importante aprovar a reforma da Previdência neste ano, diz Meirelles

Ministro avalia que a PEC interessa a todos os candidatos à Presidência

Brasil|Alexandre Garcia, do R7

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Meirelles quer aprovação da reforma da Previdência
Meirelles quer aprovação da reforma da Previdência

Mesmo após o governo conseguir menos da metade do apoio dos deputados na Câmara na votação da segunda denúncia contra Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou nesta quinta-feira (26) a meta de aprovar a reforma da Previdência ainda em 2017.

— Fiz hoje uma reunião com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia [DEM-RJ], e conversamos sobre isso [reforma da Previdência]. Estamos encaminhando isso. Temos conversado com alguns líderes da base, feito reuniões com o deputado relator do projeto e vamos começar a conversar com grupos de parlamentares. A expectativa é de que isso possa se viabilizar no correr desses últimos dois meses.


Na semana passada, o ministro havia dito que a meta do Planalto era aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) já no mês de novembro.

Questionado sobre a possibilidade de a reforma não ter o apoio de parte dos parlamentares devido à proximidade das Eleições 2018, Meirelles afirmou que a proposta é de interesse de todos os partidos que buscam a Presidência da República.


— Eu acho que é de interesse de todas as áreas políticas a aprovação da reforma da Previdência agora, neste governo. Porque, todos os candidatos estarão muito melhores se vierem a ganhar, independente do partido, com a reforma aprovada. Se ela não for aprovada agora, certamente terá que ser enfrentada em 2019.

Meirelles volta a defender reforma da Previdência após votação


Mais cedo, em uma palestra para um grupo de empresários em São Paulo, Meirelles disse que os gastos do sistema previdenciário somam 55% do Orçamento. Ele estima que a conta vai consumir a 80% em 10 anos.

De acordo com Meirelles, o importante "é que seja deixado claro o objetivo e a importância de cada projeto" apresentado ao Congresso pelo governo federal.


— Nossa agenda segue com vigor. Passada essa fase [da segunda denúncia], temos agora que nos dedicar a todos esses outros projetos.

Emendas

O ministro da Fazenda afirmou que os cerca de R$ 4,2 bilhões liberados pelo presidente Michel Temer para emendas parlamentares nos últimos meses não vai comprometer o Orçamento de 2017 e 2018.

— O nosso Orçamento para 2017 e 2018 não muda. Nós temos uma meta fiscal [com déficits] de R$ 159 bilhões para os dois anos. Isso se mantém.

Meirelles garantiu ainda que não há espaço para o aumento de despesas orçamentárias e destaca que as emendas não se tratam de um gasto adicional.

— O Orçamento é rigoroso, de um controle de despesas que elevam a situação onde as despesas discricionárias deste ano já estão em um nível de 2010. Ou seja, estão menores do que nos últimos anos. Esse controle não foi alterado e são apenas despesas que já estavam previstas desde agosto de 2016.

Diante da situação, Meirelles diz que a liberação das emendas não impacta a legitimidade do governo federal na tentativa de conter os gastos e aprovar a reforma da Previdência.

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