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Estamos fazendo ajustes para preservar os ganhos do Brasil e proteger as novas gerações, diz Levy

Papel do governo é coordenar a infraestrutura para trazer desenvolvimento, afirma ministro

Brasil|Do R7

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'Pode não ter nomes maravilhosos, mas é assim que uma economia de mercado trabalha: o governo tenta coordenar a infraestrutura'
'Pode não ter nomes maravilhosos, mas é assim que uma economia de mercado trabalha: o governo tenta coordenar a infraestrutura'

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se apoiou na história recente da economia brasileira e afirmou, nesta terça-feira (31), que o ajuste fiscal proposto pelo governo federal e que ainda vai tramitar no Congresso Nacional é essencial para "preservar ganhos" conquistados pelo País nos últimos anos.

Em apresentação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, o ministro da Fazenda explicou que, "em 98 e 99, o governo fez uma enorme mudança, reformou uma porção de coisas para preservar uma das suas grandes assinaturas, que é a estabilidade dos preços".


— Nós conquistamos essa estabilidade nos anos 90. Agora, estamos fazendo um ajuste para preservar esses ganhos, da melhora da distribuição de renda, da maior inclusividade, da proporção da população abaixo da linha da pobreza. Nós temos que fazer os ajustes para continuarmos nessa linha. É importante preservamos os ganhos do Brasil. Proteger as novas gerações.

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Levy também demonstrou preocupação com o risco de o Brasil perder o grau de investimento — uma espécie de "selo" dado por agências internacionais de classificação de risco que garante que um País ou uma empresa é seguro para receber investimentos. O ministro disse que "Brasil continua sendo competitivo, mas as margens para equívocos diminuíram".

— Temos que trabalhar e agir rápido para não termos o risco de perder o investiment grade [grau de investimento]. Seria um choque negativo tremendo. Ninguém quer isso.


O ministro também ressaltou que não se pode "sobrecarregar o setor público com despesas que vão exigir novos tributos" porque "ninguém quer o aumento da carga tributária".

— Temos que ser vigilantes. O governo tem procurado cortar na carne as despesas, mas isso tem que estar em toda decisão tomada. Isso é fundamental no médio prazo. O objetivo de ter uma economia de base sólida é poder retomar o investimento, a evolução da melhora social que se iniciou desde que a inflação acabou.


Infraestrutura e concessões

O comandante da equipe econômica brasileira dedicou espaço especial para falar de infraestrutura. Segundo Levy, é necessário "retomar as concessões". O ministro afirmou que "a presidente tem sido muito clara tanto nas [concessões] rodoviárias, como nos aeroportos". Levy exaltou especialmente o sucesso na concessão dos portos do País.

— Às vezes esquecemos das histórias de sucessos. É normal. Mas acho que é importante. Americano que é esperto está sempre lembrando e se gabando dos seus sucessos. Acho que a história dos portos é uma dessas histórias de sucesso. Começou lá com o presidente Itamar Franco em 1993. Essa lei nos últimos 20 anos transformou os nossos portos. É óbvio que a gente não se lembra porque não sai mais no jornal. [...] Mas a Lei dos Portos foi um sucesso e foi ampliada de uma maneira extraordinária nos últimos anos.

De acordo com o ministro, "essa história dos portos é importante porque é uma das características do Brasil". Levy afirmou ainda ter certeza de que, quando houver um novo leilão de portos, "vai chover candidatos" para administrá-los.

— As coisas vão sendo construídas tijolo a tijolo. O que um começou, o outro melhora, amplia, dá mais liberdade. Vai trazer um enorme desejo de investimento. Tenho certeza que quando tivermos um novo leilão dos portos públicos, vai chover candidatos nacionais e estrangeiros. É uma linha de desenvolvimento real. Existe um enorme trabalho.

Sobre as ferrovias, Levy disse que "podem transformar nossa exportação de grãos" porque "podem economizar dias, baixar os custos, [...] protege a selva".

— Esse é o desafio agora, é isso que vai nos trazer o desenvolvimento. Pode não ter nomes maravilhosos, mas é assim que uma economia de mercado trabalha: o governo entra tentando coordenar a infraestrutura, que é muito grande.

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