Impasse entre PT e PMDB enterra minirreforma eleitoral
Presidente da Câmara, Henrique Alves, se mostra pessimista quanto à aprovação do texto
Brasil|Do R7
Um embate entre PT e PMDB na Câmara dos Deputados deve enterrar a minirreforma eleitoral aprovada pelo Senado na semana passada. O texto permite a doação de empresas ligadas a concessionárias de serviços públicos a candidatos e também impõe limite à militância paga.
Os petistas querem uma reforma política mais ampla, inclusive com a realização de um plebiscito sobre o tema, ideia defendida pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações de junho. Já os peemedebistas defendem a ideia central do texto aprovado no Senado. Eduarco Cunha (RJ), líder do PMBD na Câmara argumenta que poderá equilibrar o poder econômico nas eleições de 2014.
— Querem manter a campanha cara. Eles têm a máquina e não precisam gastar tanto.
O presidente da Casa, Henrique Alves (PMDB-RN), se mostra pessimista quanto à aprovação da minirreforma. Na última quinta-feira (26) ele disse que a única chance da proposta passar é se ela for à votação na próxima terça-feira e seguir na quarta-feira para o crivo final do Senado — o projeto tem de voltar aos senadores caso haja qualquer alteração no texto. Ales disse, referindo-se ao fato de que qualquer mudança eleitoral, para valer já na próxima eleição, precisa ser sancionada um ano antes — ou seja, até 5 de outubro.
— É pouco tempo para sanção mesmo. Acho muito difícil conciliar não tendo votado ontem.
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Ainda que tenha pouco tempo hábil para submeter a proposta à sanção presidencial e fazer valer as novas regras para as eleições de 2014, o presidente da Câmara disse que fará a última tentativa na terça.
Na noite de anteontem (25), o PT liderou em plenário uma estratégia para impedir a apreciação da minirreforma, chamada pelo líder do partido na Casa, José Guimarães (CE), de "remendo".
— Se formos discutir a reforma e não tocarmos nas questões centrais, é melhor não fazer reforma.
Já o coordenador do Grupo de Trabalho da Reforma Política, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que apesar de petista, está do lado do PMDB no apoio à aprovação da minirreforma eleitoral, disse que ela está morta.
— Não dá para votar mais. A minirreforma morreu.














