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Justiça concede liberdade imediata a Marconi Perillo

Ex-governador de Goiás foi preso na quarta-feira (10) enquanto prestava depoimento à Polícia Federal

Brasil|Giuliana Saringer, do R7

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Perillo é investigado na operação Cash Delivery
Perillo é investigado na operação Cash Delivery

O Tribunal Regional Federal de Brasília concedeu uma liminar que garante liberdade imediata do ex-governador de Goiás Marconi Perillo(PSDB). 

O advogado de Perillo, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirma que a prisão do ex-governador era "ilegal, arbitráia e infundada". 


Kakay diz que defesa tem "absoluta convicção na inocência plena do Marconi". 

Leia a nota enviada pelo advogado Kakay:


"A Defesa de Marconi Perillo acaba de conseguir uma liminar no Tribunal Regional Federal para a imediata LIBERDADE do ex-governador. Como adiantamos desde o primeiro momento a prisão era ilegal, arbitrária e infundada e de certa maneira afrontava outras decisões de liberdade que ja foram concedidas nesta mesma operação.

A Defesa não tem nenhuma preocupação com os fatos investigados e temos absoluta convicção na inocência plena do Marconi. O que pedimos, desde o início, é o respeito às garantias constitucionais . Ninguém esta acima da lei e apoiamos toda e qualquer investigação, mas sem prejulgamentos e sem o uso desnecessário de medidas abusivas." 


Prisão de Perillo

Perillo foi preso na tarde de quarta-feira (10) no momento em que prestava depoimento na PF (Polícia Federal). De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), a prisão preventiva de Perillo foi decretada pelo juízo da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás e cumpre um pedido do Núcleo de Combate à Corrupção do órgão.


O tucano é um dos investigados pela Operação Cash Delivery, que foi deflagrada no último dia 28 de setembro. Na ocasião, ele não podia ser detido por disputar uma vaga ao Senado Federal.

Perillo é suspeito de receber R$ 12 milhões de propina da empreiteira Odebrecht, em um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato, informou o Ministério Público Federal.

Outros empresários, um policial militar, um ex-policial militar e um advogado também foram alvos da Operação Cash Delivery. Todos vão responder pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

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