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Mais 122 venezuelanos são levados para São Paulo e Rio Grande do Sul

Refugiados que aderiram ao plano de interiorização foram transferidos para as cidades gaúchas de Cachoeirinha e Chapada, além da capital paulista

Brasil|Da Agência Brasil

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Venezuelanos foram para Rio Grande do Sul e São Paulo
Venezuelanos foram para Rio Grande do Sul e São Paulo

O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) informou nesta quinta-feira (27) que 122 venezuelanos foram transferidos de Roraima para o Rio Grande do Sul e para São Paulo.

Ao todo, 40 pessoas foram para a cidade gaúcha de Cachoeirinha, 52 para o município de Chapada e 30 pessoas foram para a capital paulista.


No total, o projeto de interiorização já transferiu 2.328 venezuelanos migrados para vários estados.

A interiorização busca ajudar os solicitantes de refúgio e de residência a encontrar melhores condições de vida em outros estados. Segundo o Acnur, os imigrantes que participam do projeto devem aceitar, voluntariamente, a remoção.


Eles são vacinados, submetidos a exame de saúde e regularizados no Brasil, inclusive com CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) e carteira de trabalho.

A iniciativa conta com apoio do Acnur, da OIM (Agência da Organização das Nações Unidas para as Migrações), do Unfpa (Fundo de População das Nações Unidas) e do Pndu (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).


Para aderir à interiorização, o Acnur identifica os venezuelanos interessados em participar e cruza informações com as vagas disponíveis e o perfil dos abrigos participantes.

O órgão garante que os indivíduos estejam devidamente documentados e providencia melhoras de infraestrutura nos locais de acolhida.


Apoio

A OIM atua na orientação e informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária, além de realizar o acompanhamento durante todo o transporte.

O Unfpa promove diálogos com mulheres e pessoas LGBTI para que se sintam mais fortalecidas neste processo, além de trabalhar diretamente com a rede de proteção de direitos nas cidades destino com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional.

O Pnud trabalha na conscientização do setor privado para a absorção da mão de obra refugiada.

Reuniões prévias do governo e da Organização das Nações Unidas com autoridades locais e coordenação dos abrigos definem detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da língua portuguesa e cursos profissionalizantes.

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