Ampliação de espécies ameaçadas precisa de ‘cooperação internacional’, diz especialista
COP15 destaca proteção de espécies migratórias e liderança do Brasil
Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS
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A COP15, realizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, trouxe debates sobre a preservação de espécies migratórias. Em entrevista ao Conexão Record News, Rosinaldo Lobato Jr., pesquisador sênior da FGV Direito Rio, destacou que a conferência se diferenciou por focar na proteção desses animais.
Durante o evento, aves como o maçarico de bico torto e o de bico virado foram incluídas na lista de espécies ameaçadas. Além disso, outras, como o caboclinho do Pantanal e o tubarão-cação-cola-fina, foram reconhecidas como necessitando de esforços internacionais para sua conservação. O especialista ressaltou a importância da cooperação internacional nesse contexto.

“Essa é uma atividade que precisa ser regulada com cooperação internacional. Se nós temos espécies que estão migrando entre os países e nós não temos coordenação entre eles, de que adianta a gente proteger a onça, por exemplo, se em países vizinhos ela não está sendo protegida?”, questiona.
Segundo Lobato Jr., a partir do consenso de incluir os animais ou as espécies na lista, começa a coordenação. “E aí esse é um trabalho do secretariado dessa conferência, que é um órgão multilateral, uma participação e uma forte liderança do Brasil, mas que não é somente brasileiro”, comenta.
O país desempenhou um papel importante no evento ao liderar propostas bem-sucedidas para inclusão de novas espécies nas listas de proteção. Apesar disso, duas propostas não avançaram devido à necessidade de mais coordenação com países vizinhos.
“Houve necessidade de uma nova coordenação entre os países das regiões limítrofes, com territórios limítrofes, mas mesmo as espécies que não foram incluídas nas listas, elas ainda assim receberam atenção especial para receber novos estudos técnicos e eventual ação de implementação”, complementa.
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