Especialista em climatologia faz previsões para um possível ‘Super El Niño’
‘É uma coisa rápida. Duas horas e enche tudo’, afirma ele sobre as chuvas que ocorrem durante o fenômeno
Meio Ambiente|Do R7, com RECORD NEWS
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Geralmente, de três em três anos, El Niño assume o lugar de La Niña e inverte a lógica das precipitações globais. Apesar de ser um fenômeno natural sem ligação com as mudanças climáticas, as consequências do aquecimento global têm intensificado cada vez mais os efeitos do acontecimento. Segundo meteorologistas, há o risco de um possível Super El Niño ocorrer em 2026.
No nível natural, o evento já consegue ser devastador, com grandes enchentes sendo enfrentadas pelo sudeste da América do Sul e grandes secas e incêndios florestais no norte da Amazônia. Para compreender quais seriam as capacidades de um acontecimento ainda mais potente, o Alerta Brasil desta quarta-feira (8) entrevistou o especialista em climatologia Rodolfo Bonafim.
Ele afirma que uma suavização do inverno estará presente ao longo da duração do fenômeno e que a frequência de frentes frias deve diminuir. Ao mesmo tempo, as chances de ocorrerem mais chuvas do que o comum são altas; no entanto, diferentemente do fenômeno La Niña, a duração dessas chuvas será mais curta e pontual, mas, ainda assim, elas ocorrerão com grande força: “É uma coisa rápida. Duas horas e enche tudo”.
Bonafim ainda lança um alerta e denuncia um efeito inusitado do El Niño: “As classes mais baixas, que moram em regiões que não oferecem o abrigo necessário, como encostas de morros, por exemplo, são as que podem ser mais impactadas”.
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