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Parecer favorável a Temer será votado na próxima terça na CCJ

Comissão de Constituição e Justiça discutirá relatório em duas sessões

Brasil|Juliana Moraes, do R7

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Votação de parecer será na próxima terça-feira (17)
Votação de parecer será na próxima terça-feira (17)

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados votará a segunda denúncia contra Temer na próxima terça-feira (17), após ter sido concedido o pedido de vista conjunta e coletiva por duas sessões.

Nesta terça-feira (10), o relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) deu parecer favorável ao presidente da República e votou pela inadmissibilidade da denúncia e pelo indeferimento da ação penal. Antes de seguir para o plenário da Câmara, o parecer de Andrada favorável a temer passará por votação na CCJ.


A discussão do relatório será iniciada na próxima terça e, caso seja derrotado, outro relator será indicado para um texto que represente a posição da comissão. De qualquer forma, a palavra final será do plenário.

Antes do término da reunião da CCJ desta terça (10), porém, integrantes da Comissão fizeram comentários sobre a denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.


Lelo Coimbra (PMDB-ES) diz acreditar que a denúncia "confunde a população" porque criminaliza a política. "O que veio a público sobre as delações, os problemas na negociação com a JBS e dos outros delatores, nos faz acreditar que é preciso rejeitar essa denúncia porque ela é inepta".

Ivan Valente (PSOL-SP), por sua vez, declarou que a denúncia não deveria ser considerada inepta, pois todos os outros citados que não têm foro privilegiado estão presos.


O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) falou que existe uma "conspiração" em andamento, que conta com apoio do Judiciário e do Ministério Público, contra o país.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS), porém, afirmou que está em jogo a autorização para que os crimes sejam apurados, não que os acusados serão condenados ou inocentados.

Nesta denúncia, o presidente da República é acusado pelos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) também são acusados no mesmo processo. Na última quarta-feira (4), o advogado de Temer entregou a defesa do presidente para a CCJ.

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