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Prisões de Temer e Lula fortalecem o Judiciário, dizem especialistas

Para cientistas políticos, prisões de ex-presidentes em menos de um ano não representam, necessariamente, fragilidade na democracia brasileira

Brasil|Kaique Dalapola, do R7

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Temer foi preso nesta quinta-feira (21)
Temer foi preso nesta quinta-feira (21)

Em menos de um ano, dois ex-presidentes brasileiros foram presos por crimes comuns. O primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril do ano passado, e nesta quinta-feira (21) o último presidente da República, Michel Temer (MDB), foi detido para cumprir prisão preventiva. Para especialistas, essas prisões demonstram um fortalecimento do Poder Judiciário.

Segundo o cientista político Gilberto Palma, fundador do Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, “quando há um processo de investigação e, como parte do processo de investigação, há a prisão temporária, é positivo, não vejo de forma alguma como algo negativo”.


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O ex-presidente Temer foi preso preventivamente (quando é levado para prisão ainda durante as investigações, antes do julgamento). Ele é suspeito de cometer crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, e é apontado pela Justiça como "líder de organização criminosa".


Para professor Cláudio Couto, coordenador de gestão pública da FGV (Fundação Getúlio Vargas), com as prisões de Lula e Temer, “o que sai fortalecido é o Poder Judiciário”. De acordo com Couto, “sem dúvida nenhuma, pelo menos as primeiras instâncias da Justiça” ganham força.

Conforme Palma, a democracia também não fica fragilizada após eventos como impeachments e prisões de grandes nomes da política brasileira. Isso porque, segundo ele, “esses acontecimentos são indicadores que, desde que haja plenos direitos de defesa por parte dos investigados, e para isso há todo um sistema jurídico, a sensação é que a democracia se fortalece”.


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“A democracia seria enfraquecida se a prisão do suspeito não oferecer garantia de que haverá investigação. Mas isso não aconteceu, pelo contrário, a prisão preventiva do suspeito é parte do processo que fortalece a democracia”, diz o cientista político.

Já o coordenador da FGV diz que prisões de ex-presidentes e fortalecimento do Poder Judiciário “não significa necessariamente um fortalecimento da democracia” automaticamente. Para ele, é preciso analisar com tempo o contexto após cada acontecimento, para saber como são recebidos.

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