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200 pessoas receberam vacinas vencidas em cidade da Paraíba

Vacinação está suspensa no município de Lucena, na região metropolitana de João Pessoa, capital do estado

Brasília|Isabella Macedo, do R7, em Brasília

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Casos foram descobertos após crianças receberem doses destinadas a adultos
Casos foram descobertos após crianças receberem doses destinadas a adultos

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) da Paraíba confirmou, no início da noite desta segunda-feira (17), que 200 pessoas, entre adolescentes e adultos, receberam vacinas fora do prazo de validade. As equipes técnicas da secretaria também comprovaram que 49 crianças com menos de 12 anos receberam doses da vacina que seriam destinadas a adultos.

A campanha de vacinação no município de Lucena, localizado na região metropolitana de João Pessoa, está temporariamente suspensa.

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Uma denúncia recebida pelo MPF (Ministério Público Federal) indicava que uma auxiliar de enfermagem teria sido a responsável por fornecer indevidamente a vacina que deveria ser destinada a adultos antes mesmo de as doses pediátricas chegarem ao Brasil. O caso ocorreu na zona rural do município de Lucena.

As equipes de vigilância e imunização do estado foram enviadas ao município e constataram que 36 crianças do grupo que tomou as doses adultas receberam o imunizante sem validade. As vacinas recebidas por elas estavam em temperatura positiva há mais de 30 dias. Até o momento, segundo a SES, não há eventos adversos graves registrados.

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Agora, as equipes técnicas deverão contabilizar todas as doses do imunizante Pfizer que foram enviadas ao município para identificar as pessoas que receberam doses sem validade. Após a identificação, o grupo deverá ser orientado pela secretaria.

De acordo com o titular da pasta, Geraldo Medeiros, as equipes técnicas da secretaria estadual de Saúde seguirão em Lucena até o fim desta semana. Há a previsão de um treinamento com as equipes de imunização da cidade a ser realizado na quinta-feira (20).

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Segundo a prefeitura de Lucena, a responsável pelo suposto erro está afastada e teria aplicado as doses "indevidamente e sem autorização". "Esclarecemos que a decisão foi tomada individualmente pela pessoa que fez a aplicação, sendo uma falha pontual e que não partiu de determinação da administração municipal, de forma que, assim que tomamos conhecimento, afastamos a responsável", disse, em nota.

O Ministério da Saúde também acompanha o caso e monitora as crianças que foram indevidamente vacinadas, sobretudo por terem recebido uma dosagem três vezes maior do que a recomendada para a faixa etária. No âmbito administrativo, foi instaurado um processo para apurar as responsabilidades.

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